Sexta-feira, 03/07/26

Comissão do Senado aprova projeto para autorizar que funcionário público seja também MEI

Comissão do Senado aprova projeto para autorizar que funcionário público seja também MEI
Comissão do Senado aprova projeto para autorizar que funcionário público – Reprodução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 1º, um projeto de lei para autorizar servidores públicos federais a atuarem como microempreendedores individuais (MEIs).

Como a proposta tramitava em caráter terminativo, ela vai para a análise da Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário do Senado, a não ser que um recurso seja apresentado requisitando essa votação em um prazo de cinco dias úteis (até 8 de julho). Antes da CCJ, ela foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em 2024.

O projeto, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), altera o Estatuto do Servidor Público Federal (Lei nº 8.112/1990) para incluir a atuação como MEI entre as exceções que permitem a participação na administração de empresas.

Atualmente, o Estatuto veda a participação de servidores na gerência ou administração de empresas privadas e o exercício do comércio, a não ser como acionista ou cotista. É permitido que o servidor participe de conselhos de administração e fiscal de empresas com participação da União, atue em sociedades cooperativas de serviços ou exerça tais atividades durante licença para tratar de interesses particulares. O projeto de lei pretende ampliar esse rol para incluir a atuação como MEI.

A permissão não se aplicará a servidores que ocupam cargos em comissão ou funções de confiança, já que estão submetidos a um regime de dedicação integral à Administração Pública. Militares e empregados públicos, como os contratados por empresas estatais, também ficam de fora.

Outras regras preveem a compatibilidade de horários entre atividades privadas e o exercício regular do cargo público; observância da legislação vigente sobre conflito de interesses; e proibição de participar de licitações ou executar contratos com o órgão ou entidade ao qual o servidor está vinculado.

Em seu parecer, o relator, senador Irajá (PSD-TO), afirmou que a mudança pode contribuir para fortalecer a economia brasileira por “ampliar a oferta de bens e serviços no mercado privado, trazendo dinamismo, alcance e vigor para a atividade econômica “

Segundo ele, a atividade dos servidores como MEI não prejudicará a administração pública. “Já existem situações em que servidores acumulam cargos ou mantêm empregos privados. Portanto, é incoerente permitir essas situações e impedir que eles exerçam microempreendedorismo, que prevê receita anual ainda limitada a R$ 81 mil”, escreveu.

Na CCJ, o projeto recebeu 12 votos favoráveis e um contrário, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

T LB

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