Em Goianira (GO), a busca demorou mais de uma semana. Após achar o homem morto na mala, a polícia identificou se tratar de um entregador de farmácia e encontrou uma moto registrada em seu nome, mas desaparecida. Configurou a IA para avisar caso as câmeras da cidade detectassem o veículo, o que ocorreu dias depois. Ao abordar o motociclista, descobriu que ele havia adquirido a moto ao trocá-la por um carro. Com placa e outros dados do novo automóvel na mão, a polícia o monitorou pelas câmeras até achar onde ele era estacionado e identificar as pessoas associadas ao motorista.
Ao enquadrá-las, encontrou dois capacetes do entregador morto e o celular dele, que, formatado, estava sendo usado por um dos suspeitos. As evidências levaram o quarteto ser preso.
Já a recuperação de mais três dezenas de celulares começou em Goiás e só terminou na Bahia. Durante um show de Gusttavo Lima, diversos participantes relataram furtos de smartphones. Ao acionar o “Buscar meu iPhone”, uma delas viu que o destino de seu aparelho era um prédio, o que geralmente é um beco sem saída para a polícia devido à quantidade de unidades.
Os agentes passaram a buscar por carros que houvessem circulado com frequência no entorno do prédio e pelos arredores do show. Encontraram apenas um só, registrado no nome de um homem, já investigado por furtos semelhantes em outros eventos. Usando imagens de câmeras, traçaram o percurso dele até a cidade de Brumado (BA), a 1,1 mil quilômetros de distância da capital goiana. Em parceria com a polícia baiana, encontraram com o sujeito quatro celulares e mais 28 escondidos em um compartimento secreto.
Em maio, uma ação rápida localizou um motorista que atropelou um ciclista no meio da madrugada e não prestou socorro em Goiânia. Como estava escuro e o carro em alta velocidade, os policiais usaram a plataforma até encontrar imagens em que a placa fosse visível. Chegaram na casa do condutor antes de ele descartar as 15 latas de cerveja e a tempo de aplicar o teste que constatou a embriaguez. Foi preso em flagrante. Enquanto isso, o ciclista era levado para o hospital, onde morreu.
Quanto menos câmeras, melhor
Segundo Juliano, desenvolver IA no Brasil não é fácil. Ainda que a Pax esteja em cerca de 200 cidades, já passam por seus servidores cerca de 47,5 milhões de imagens por dia -é a metade do que o Instagram processava diariamente no Brasil há dez anos.








