“A gente se dá conta do seguinte: como o nosso negócio é global, a gente precisa ter uma única marca. Eu não posso ter duas marcas”
Telmo Costa, cofundador da ex-Meta, atual Insi
A negociação durou um ano até ser encerrada em novembro de 2025. Como parte do acordo, a big tech adquiriu a marca “Meta” no Brasil e a disputa foi encerrada. Nenhuma das duas informa o valor do pagamento, protegido por acordo de confidencialidade. Combinaram ainda de divulgar o acerto meses depois, o que ocorreu em junho de 2026. Nesse meio-tempo, a Meta Serviços se reestruturou para deixar de existir e virar Insi.
De Meta a Insi: ‘não quero passar por isso de novo’
Até o novo nome ser anunciado publicamente, a transição levou meses de trabalho interno —cerca de 50 pessoas para trocar sede, contratos e identidade visual. Insi mistura três referências: do latim, veio “in se” (“em si mesma” para dar a ideia de que toda transformação começa de dentro) e, do inglês, “insight” e “intelligence” (sinalizando a união entre IA e capacidade humana).
Antes de adotar o novo nome, a ex-Meta teve de comprar os domínios na internet no Brasil e nos EUA. “Não quero passar por isso de novo”, diz Costa. Durante a transição, um dos donos da rede de Postos SIM, que deixou o nome Argenta para trás, avisou: “Um mês depois e tu não vai te lembrar”. Demorou um pouco mais, entre 45 e 60 dias, período no qual o executivo diz ter confundido os nomes apenas uma vez, em uma reunião. O ato falho foi corrigido por um cliente, já ambientado com a nova identidade.
Se nasceu para transportar empresas analógicas para a era da informática, agora a Insi as ajuda a abraçar a era da IA. Presente em 27 países e com mais de 1,7 mil colaboradores, projeta faturar R$ 1 bilhões em 2027, cerca de 25% a mais do que neste ano.







