A estratégia para sustentar esse retorno passou por amarrar o X a outros ativos do empresário. “As mesmas pessoas são donas de todas as empresas do Elon”, disse à Bloomberg Ross Gerber, CEO da consultoria de investimentos Gerber Kawasaki e um dos investidores na compra do Twitter por Musk.
Com a compra, acionistas do X passaram a deter, no conjunto, cerca de 5% da SpaceX, empresa espacial de Musk. Segundo levantamento da Bloomberg, com a abertura de capital da companhia espacial, investidores podem ganhar ainda mais dinheiro. No primeiro dia de negociação, em 12 de junho, a empresa estava avaliada em US$ 1,75 trilhão; com a valorização no dia seguinte da negociação, o valor chegou a US$ 2 trilhões.
A estratégia de Musk que fez o negócio ruim se tornar bom foi a fusão de empresas. Musk colocou sob a SpaceX as operações do X, e a xAI, empresa de inteligência artificial de Musk.
Um dos investidores diz que a abertura de capital da SpaceX pode render a ele de 2,5 a 3 vezes o investimento ligado ao X. Ross Gerber viu a junção de empresas como um alívio, porém, ponderou que a engenharia financeira de Musk tem custo para outros acionistas da empresa espacial. “O fato de Musk ter incluído outros ativos na abertura de capital para compensar os investidores do Twitter e da xAI não é bom para a SpaceX”, afirmou.
Como a fusão com xAI mexeu com o valor do X
Musk também uniu o X à xAI em outra operação no ano passado. A transação teria avaliado a xAI em US$ 80 bilhões e o X em pouco mais de US$ 40 bilhões —ou seja, menos do que quando a rede foi adquirida (por US$ 44 bilhões).








