Sexta-feira, 22/05/26

Consumo de café cresce 2,44% no 1º quadrimestre

Consumo de café cresce 2,44% no 1º quadrimestre
Consumo de café cresce 2,44% no 1º quadrimestre – Reprodução

O consumo de café voltou a crescer no Brasil nos primeiros quatro meses deste ano, em meio à desaceleração dos preços da bebida nos supermercados. No período, a alta foi de 2,44% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, chegando a 4,9 milhões de sacas de 60 quilos.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a recuperação começou principalmente em março, quando o consumo avançou 10,25% em relação a março de 2025. Em abril, a alta continuou, mas em ritmo menor, de 3,66%.

O diretor executivo da Abic, Celírio Inácio, afirmou que 2025 foi “bastante resiliente” para a cafeicultura, mas terminou com queda no consumo. “Começamos o ano de 2026 ainda não recuperando totalmente, mas em março começamos a mostrar um crescimento maior”, disse.

No ano passado, o consumo de café caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, em comparação com o período anterior, pressionado pela alta dos preços.

Agora, com maior oferta da matéria-prima no início de 2026, os preços começaram a recuar. No caso do café tradicional, a queda foi de 15,51% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com o quilo custando em torno de R$ 55,34. Das oito categorias monitoradas pela Abic, apenas três registraram alta nos preços ao consumidor: cafés especiais, com 16,9%; descafeinados, com 21%; e café solúvel, com 0,55%.

Para este ano, o setor espera uma safra recorde de café no Brasil, segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Ele disse que, se a previsão se confirmar, poderá haver nova queda nos preços ao consumidor e, com isso, uma recuperação adicional da demanda ao longo do ano.

Na manhã desta quinta-feira (21), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a produção de café deve crescer 18% nesta safra em relação ao volume colhido na temporada passada, alcançando 66,7 milhões de sacas. Se o número for confirmado, será a maior produção já registrada na série histórica da Conab, superando em 5,74% a colheita de 2020.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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