Por Beatriz Laviola, Danilo Lucena, Julia Christine e Rafael Soares
Agência de Notícias CEUB
A creche Semeando Esperança, localizada na comunidade Santa Luzia, na região administrativa da Cidade Estrutural, busca recursos financeiros e materiais para reformar a sede. A estrutura atual é de madeirite e o muro é feito de lata.
Segundo os responsáveis, a instituição acolhe cerca de 30 crianças no contraturno da escola. A entidade oferece quatro refeições diárias, além de aulas de alfabetização e de coral.
Creche na Estrutural atende 30 crianças. Foto: Beatriz Laviola/Agência Ceub
A necessidade é construir um espaço mais seguro e adequado para o desenvolvimento das crianças atendidas. Com a reforma, a instituição pretende melhorar as condições de acolhimento, ampliar as atividades oferecidas e garantir uma estrutura mais resistente às condições climáticas a fim de proporcionar maior conforto para os alunos, voluntários e colaboradores.
Segundo a coordenadora da instituição, Raquel Cristina, a reforma representaria mais do que a melhoria da infraestrutura. “O espaço reformado representará um lugar de esperança, onde cada tijolo carrega o sonho de transformar vidas”, afirma.
Ela também destaca que a mobilização da comunidade é fundamental para tornar o projeto realidade.“Juntos podemos construir, não apenas um espaço físico, mas um legado de dignidade e amor que atravessará gerações”, destaca.
“Faz a diferença para a comunidade”
A manicure Elza Araújo, de 60 anos, que é vizinha à escola, testemunha que a creche faz a diferença para a comunidade. Não atende apenas por cuidar das crianças, mas também as famílias da comunidade com doações diversas.
A funcionária Fátima Pereira, de 51 anos, é mãe de criança atendida pela creche desde os quatro anos de idade. Hoje a filha tem 13. “Uma reforma vai melhorar muito para para as crianças. Conviver com outras crianças foi muito bom para ela”.
A responsável pela creche, Raquel Cristina, e entende que investir na creche é apostar diretamente no futuro das crianças atendidas pela instituição. “Quando investimos em pessoas, investimos no que há de mais duradouro: o futuro”.
Creche precisa de muro
Os responsáveis pela creche Semeando Esperança priorizam a construção de um muro adequado no espaço que atualmente é cercado apenas por placas de lata. O presidente da instituição, Paulo Lafaiete, lamenta as dificuldades para arrecadação de materiais destinados à construção do muro.
O pátio é de terra batida e abastecimento de água feito por caminhão-pipa três vezes por semana.
“Para construir esse muro não é fácil, são 10 mil tijolos. Para a gente fazer isso, falta o mais importante, que é o dinheiro”. Além da ausência do muro, a creche conta com pátio de terra batida e depende de abastecimento de água por caminhão-pipa.
Há 15 dias, a entidade celebrou a doação de cinco mil tijolos, metade do necessário para a construção do muro.
O objetivo é aumentar o número de crianças atendidas, já que hoje existem mais famílias que necessitam o serviço gratuito da creche. “O nosso foco é bater na tecla das pessoas que conheceram o nosso trabalho e ajudar, por exemplo, a construir esse muro”, diz Paulo.
Busca de voluntários de dança e psicólogos
Além de estrutura física, a creche Semeando Esperança também busca professores voluntários, principalmente de dança e de psicólogos. A procura busca diversificar as atividades oferecidas pela instituição às crianças.
A creche foi fundada em 2016 na Comunidade Santa Luzia por Raquel Cristina, com o desejo de seguir um novo propósito após a morte do marido. A creche é presidida por Paulo Lafaiete, pessoa com deficiência visual, que aplica no dia a dia das crianças sua formação como jornalista e publicitário e sua experiência com educação.
O presidente Paulo se desdobra em diversas funções, incluindo porteiro, músico, educador e administrador. Ele brinca: “Aqui é a única creche que tem um cego porteiro”. O acúmulo de funções decorre da falta de voluntários.
Apesar das adversidades físicas e financeiras, a creche segue funcionando por força da dedicação de sua equipe, que antes era formada por quatro funcionários e precisou ser reduzida para apenas dois, devido à escassez de recursos.
“O nosso sonho é fazer com que essa instituição evolua cada dia mais e que essas crianças possam ter dignidade, pois dignidade é tudo”, diz Paulo.
A instituição oferece certificado de horas sociais, que pode ser usado para fins de atividades complementares. A entidade atende pelo whatsapp (61.985783241)








