Quarta-feira, 08/07/26

Crescimento econômico resiliente contribui para controle da dívida pública, diz Daniel Leal

Crescimento econômico resiliente contribui para controle da dívida pública, diz Daniel Leal
Crescimento econômico resiliente contribui para controle da dívida pública, diz – Reprodução

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse nesta quarta-feira, 8, que o Brasil tem demonstrado um crescimento econômico resiliente e acima da sua tendência, o que teria contribuído para a sustentabilidade da dívida pública e para o atingimento das metas fiscais do governo.

“A média de crescimento era de 1,4% ao ano em períodos anteriores e, agora, no período mais recente, a média é de 3% ao ano de crescimento, o que corrobora essa resiliência econômica”, disse Leal, durante audiência pública da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional

Durante uma apresentação inicial, o secretário destacou que o governo tem conseguido estabilizar as despesas, como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), ao mesmo tempo que recompõe receitas. Essa combinação vai levar a resultados primários positivos e, eventualmente, a uma queda da dívida pública, ele disse.

“É importante destacar que esses resultados seriam suficientes para estabilizar a dívida pública em porcentual do PIB e a partir de 2029, ela começar a reduzir”, reforçou o secretário, falando de projeções elaboradas pelo governo no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Segundo o documento, a dívida bruta do governo geral (DBGG) passaria de 78,6% do PIB no fim de 2025 para um pico de 87,8% no fim de 2029, considerando metas de superávit primário crescentes, de 0,25% do PIB em 2026 até 1,50% do PIB em 2030. Depois, a DBGG começaria a cair, até chegar a 83,4% do PIB no fim de 2026.

Leal disse que a diferença cadente entre a DBGG brasileira e a de outros países da região corrobora tanto a resiliência da economia doméstica, quanto o esforço para obter superávits primários. “O Brasil estava com um gap por volta de 20% e, hoje, essa diferença está próxima de 10%, o que corrobora o melhor momento comparado com outros países”, ele disse.

Estadão Conteúdo

T LB

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