Quinta-feira, 02/07/26

Cultiva Lab transforma área no centro de Brasília em laboratório vivo de educação ambiental

Cultiva Lab transforma área no centro de Brasília em laboratório vivo de educação ambiental
Cultiva Lab transforma área no centro de Brasília em laboratório – Reprodução

Uma área de 6,2 mil metros quadrados no coração de Brasília está prestes a se transformar em um espaço dedicado à educação ambiental, à ciência e à sustentabilidade. O SESI Lab lançou na segunda-feira (29) semana o Cultiva Lab, um sistema agroecológico educativo que reunirá espécies representativas do Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga em uma proposta inédita de aprendizagem ao ar livre.

Instalado entre o SESI Lab e a Biblioteca Nacional, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Bayer e o TikTok e pretende aproximar o público de temas cada vez mais presentes no debate global, como mudanças climáticas, biodiversidade, segurança alimentar e agricultura regenerativa. A iniciativa transforma uma área urbana em um laboratório vivo, onde visitantes poderão acompanhar na prática processos ecológicos, tecnologias aplicadas ao campo e estratégias de regeneração ambiental.

A cerimônia de lançamento do projeto contou com a participação de autoridades, estudantes e convidados, que realizaram o plantio simbólico das primeiras mudas do sistema agroecológico. De acordo com a gerente de Desenvolvimento Institucional do SESI Lab, Cândida Oliveira, o projeto nasce com a proposta de integrar educação ambiental, cultura e ciência em um único espaço.

Cândida Oliveira

“Na prática, o que a gente está fazendo aqui na área externa do SESI Lab é a constituição de um grande sistema agroflorestal representativo de quatro biomas brasileiros, Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Esse vai ser o nosso grande guarda-chuva para um trabalho de educação ambiental e para pautarmos o nexo entre cultura e clima aqui no museu”, explica Cândida. 

O sistema agroecológico reunirá cerca de 90 espécies vegetais e seguirá princípios da agroecologia e da agricultura regenerativa. Além da recuperação e conservação ambiental, o espaço contará com monitoramento de indicadores relacionados ao solo, à biodiversidade e ao clima, permitindo que o público acompanhe de forma prática os benefícios de modelos produtivos mais sustentáveis.

Concebido para ser mais que um jardim temático, o Cultiva Lab nasce como uma plataforma permanente de aprendizagem. Integrado à programação do SESI Lab, o espaço oferecerá trilhas educativas, atividades mediadas, exposições e experiências voltadas à compreensão da relação entre sociedade, tecnologia e meio ambiente.

A proposta também dialoga com metodologias educacionais contemporâneas, como as abordagens STEAM, que integram ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, e CTSA, que relaciona ciência, tecnologia, sociedade e ambiente. A expectativa é que estudantes, pesquisadores, artistas e visitantes possam utilizar o espaço como um ambiente de experimentação, reflexão e construção de conhecimento.

O projeto técnico foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Permacultura (IPOEMA) e recebeu aprovação dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano e pela preservação do patrimônio histórico da capital. O espaço também integra o programa Adote uma Praça, do Governo do Distrito Federal.

Além da função educativa, o Cultiva Lab deverá demonstrar na prática o papel da inovação e da tecnologia na agricultura contemporânea. O sistema contará com soluções de monitoramento, sensoriamento e práticas ligadas à bioeconomia e à economia circular, evidenciando como o uso eficiente de recursos pode contribuir para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.

A expectativa é que o espaço receba mais de 200 mil visitantes por ano e se torne referência em educação ambiental no Distrito Federal. Nos primeiros cinco anos, o projeto também deve acolher programas de residência para artistas e pesquisadores. Já a produção agrícola prevista para os dois primeiros anos varia entre três e cinco toneladas de alimentos, que serão destinadas a instituições sociais do Distrito Federal.

T LB

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