Eu testei bastante o Claude Design, inclusive cheguei a fazer a assinatura de R$ 500 por mês para fazer o teste que eu precisava, e foi surpreendente. Eu queria uma nova identidade visual: subi o que eu tinha e falei que queria algo mais contemporâneo, que dialogasse com esse mundo da inteligência artificial. Ele faz perguntas sobre posicionamento, imagem e atmosfera e vai criando o conceito, trazendo texturas, elementos gráficos, tipografia e diagramações. Não é 100%: tem coisa que você não gosta, mas tem um botão de ‘tweak’ para pequenos ajustes. Só que ele é um moedor de tokens: eu estourei meu limite semanal em duas horas num domingo e agora tenho que esperar uma semana para usar de novo.
Diogo Cortiz
Ao comparar o custo-benefício caso tivesse contratado um designer, Cortiz diz que o Claude Design saiu mais barato, pois a ferramenta entregou um “brand book”, manual da marca, e ajudou a implementar mudanças. Mas só funcionou porque ele já tinha repertório e uma direção clara do que queria, acrescenta.
Ele tem o seu limite. Ele não vai conseguir chegar em um conceito super criativo. As mentes criativas dos grandes designers ainda vão ser fundamentais para bolar conceitos interessantes. Ele é muito bom para fazer design em larga escala, tipo linha de produção. O Claude Design mata tarefas do design, mas não mata o design em si.
Diogo Cortiz
Se com o Claude Code, a Anthropic causou um terremoto entre programadores, agora, com o Claude Design, entram na mira os profissionais das artes gráficas. Em um estudo, a própria Anthropic avalia quais áreas tendem a ter mais tarefas absorvidas por serviços de inteligência artificial. Computação e matemática aparecem no topo, com estimativa de 94% das atividades reproduzíveis por IA, seguidas por funções administrativas e de escritório.
O levantamento distingue ainda entre o que pode e o que já está sendo feito por IA: na área de computação, cerca de 30% das atividades já são executadas por modelos de linguagem, o que ajuda a explicar discussões sobre substituição e demissões no setor.
O estudo da dona do Claude também identifica queda em vagas de entrada: de 2022 a 2025, 14% dos postos voltados a jovens de 22 a 25 anos deixaram de existir, enquanto o mesmo declínio não apareceu entre pessoas mais velhas.








