Sexta-feira, 08/05/26

Desembargador Teófilo Caetano media debate sobre Justiça Restaurativa no 5º Fonape

Desembargador Teófilo Caetano media debate sobre Justiça Restaurativa no 5º Fonape
Desembargador Teófilo Caetano media debate sobre Justiça Restaurativa no 5º – Reprodução

O 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Teófilo Caetano, participou do 5º Fórum Nacional de Alternativas Penais (Fonape), realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos dias 6 e 7 de maio, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater avanços e desafios da Justiça Restaurativa no campo criminal, incluindo mesas sobre articulação com redes locais de garantia de direitos, experiências internacionais e iniciativas na porta de entrada do sistema de Justiça criminal. A expansão dessa abordagem integra as diretrizes do Plano Pena Justa.

Como mediador da sala temática sobre fundamentos para tomada de decisões e derivação de casos da Justiça criminal para a Justiça Restaurativa, Teófilo Caetano afirmou que o tema representa uma mudança de paradigma, reposicionando a resposta estatal ao conflito penal com foco em responsabilização, reparação e centralidade das pessoas envolvidas, sem abdicar das garantias fundamentais.

O desembargador enfatizou a urgência do debate à luz do ‘estado de coisas inconstitucional’ reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 347 em relação ao sistema carcerário brasileiro. Ele defendeu a construção de novas respostas institucionais para reduzir a dependência do encarceramento como eixo central da política criminal.

Teófilo Caetano destacou que a concretização dos objetivos do Plano Pena Justa depende de ações interinstitucionais integradas entre o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário, para articular fluxos e critérios que tornem a Justiça Restaurativa parte de uma política pública estruturada.

No encerramento, o magistrado explicou o funcionamento do programa de Justiça Restaurativa do TJDFT, iniciado em 2005, antes da Resolução nº 225/2016 do CNJ. O tribunal conta com o Núcleo de Justiça Restaurativa (NUJURI), dividido em quatro centros especializados (CEJURI), adaptados à divisão territorial do Distrito Federal. Ele anunciou como próximo passo a criação de um centro de conciliação criminal no âmbito do TJDFT.

A mesa contou com a participação da juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Andrea Brito; do procurador-geral do Ministério Público Federal (MPF), Andrey Borges; e do defensor público do Estado do Rio Grande do Sul, Sérgio Nodari Monteiro.

Estiveram presentes a juíza auxiliar da 2ª vice-presidência, Jackeline Cordeiro; a juíza de direito substituta coordenadora do e-Cejusc 2, Flávia Ribeiro Brandão; e a juíza titular e coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa do TJDFT, Catarina de Macedo, que integrou o painel sobre articulação com redes locais na véspera.

T LB

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