Sexta-feira, 31/07/26

Desempenho das pequenas empresas industriais melhora no 2º trimestre, mostra CNI

Desempenho das pequenas empresas industriais melhora no 2º trimestre, mostra CNI
Desempenho das pequenas empresas industriais melhora no 2º trimestre, mostra – Reprodução

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou, nesta sexta-feira, 31, que o desempenho das pequenas empresas industriais melhorou no segundo trimestre. De acordo com o Panorama da Pequena Indústria (PPI), o índice que mede a performance das indústrias de pequeno porte subiu 1,5 ponto em relação ao primeiro trimestre e chegou aos 45,2 pontos.

Com o resultado, o indicador está 2,1 pontos acima da média para o trimestre, que é de 43,1 pontos. O patamar registrado nos três primeiros meses do ano foi o menor desde a pandemia de covid-19

O índice de desempenho da pequena indústria é calculado a partir de três variáveis: volume de produção (ou nível de atividade, no caso da construção); utilização da capacidade instalada (ou operacional, no caso da construção) efetiva em relação ao usual; e evolução do número de empregados. Ele vai de 0 a 100 pontos. Quanto maior, melhor o desempenho das pequenas empresas do setor no período.

A pesquisa também mostra que o caixa das empresas registrou uma evolução sutil, com a situação financeira das indústrias de pequeno porte aumentando 0,4 ponto, para 39,4 pontos. O indicador leva em conta a facilidade de acesso ao crédito e a satisfação dos industriais com as finanças e a margem de lucro operacional dos negócios.

“Historicamente, as pequenas indústrias têm menos folga financeira e capacidade muito menor de acesso ao crédito que empresas maiores”, aponta o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Segundo o economista, essas dificuldades impactam toda a cadeia produtiva e “na medida em que as indústrias de menor porte encontram dificuldade para honrar seus compromissos ou mesmo investir, isso acaba limitando a capacidade delas de atender a demanda de seus compradores, afetando a própria competitividade da indústria como um todo”.

Conforme a CNI, a elevada carga tributária e os juros altos recuperação seguem atrapalhando o dia a dia das pequenas empresas industriais.

Outras preocupações, no entanto, vêm incomodando os empresários cada vez mais, como a falta ou alto custo da matéria-prima e de mão de obra, seja ela qualificada ou não, além da competição desleal gerada por informalidade, contrabando, entre outros, e a burocracia excessiva.

Em julho, a indústria de pequeno porte completou 20 meses consecutivos de pessimismo. O índice que mede a confiança dos empresários dessas empresas registrou 46,2 pontos, 4,5 pontos abaixo da média histórica para o mês, de 50,7.

Em meio à falta de confiança, os empresários demonstram cautela ao projetar o futuro dos negócios. O índice de perspectivas das indústrias de pequeno porte registrou 47,5 pontos, em uma escala que vai até 100. O indicador leva em conta a intenção de investimento nos próximos seis meses, as expectativas dos empresários para a demanda (ou atividade, no caso da construção) e o número de empregados.

T LB

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