Segunda-feira, 03/08/26

DF: Programas de proteção não registram feminicídios após 64 prisões em 2025

DF: Programas de proteção não registram feminicídios após 64 prisões em 2025
DF: Programas de proteção não registram feminicídios após 64 prisões em 2025 – Reprodução

Programas de proteção do GDF

Após 64 prisões em 2025, os programas de proteção do Governo do Distrito Federal (GDF) não registraram feminicídios entre as mulheres atendidas. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).

As prisões foram realizadas por meio dos programas Viva Flor e Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP), em ações conjuntas da SSP-DF e da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O resultado demonstra a efetividade da política pública do GDF, que utiliza tecnologia, monitoramento contínuo e resposta imediata das forças de segurança. Nenhuma mulher inserida nos programas teve sua integridade física violada ou foi vítima de feminicídio.

Declarações

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige tecnologia, integração e decisão política. Ela ressaltou que as prisões realizadas em 2025 mostram o avanço do DF na proteção às mulheres.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou que os resultados dos programas de proteção da SSP-DF comprovam o compromisso com a proteção e a dignidade das mulheres. Ele enfatizou que cada prisão representa uma vida protegida e que a proteção das mulheres é prioridade para o Governo do Distrito Federal.

Monitoramento

Em 2025, 1.887 pessoas foram acompanhadas pelos programas da SSP-DF. Deste total, 506 agressores e 619 vítimas foram monitorados 24 horas por dia pela Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP).

As prisões ocorreram, em sua maioria, após o descumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Judiciário. Os agressores foram localizados e detidos imediatamente após o descumprimento das medidas.

O programa de monitoramento da SSP-DF completará cinco anos de funcionamento em 2026. A iniciativa utiliza tecnologia de georreferenciamento para o acompanhamento simultâneo de vítimas e agressores com Medida Protetiva de Urgência (MPU).

Desde a criação da DMPP, em 2021, nenhuma das mulheres protegidas teve a integridade física violada. O subsecretário de Operações Integradas, Carlos Eduardo Melo, explicou que o monitoramento contínuo permite antecipar riscos e agir de forma preventiva.

A iniciativa integra o Programa Segurança Integral e o Eixo Mulher Mais Segura.

Tecnologia

O sistema de proteção conta com monitoramento em tempo real, realizado por meio de tornozeleiras eletrônicas nos agressores e dispositivos de alerta às vítimas. No programa Viva Flor, a vítima recebe um aplicativo ou dispositivo eletrônico.

A subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, afirmou que o programa salva vidas, devolvendo dignidade à mulher vítima de violência.

A diretora da DMPP, Andrea Boanova, ressaltou que a ampliação da infraestrutura e dos canais de comunicação tem aumentado a eficiência das ações. Ela destacou que nenhuma das mulheres monitoradas foi vítima de feminicídio nem teve sua integridade física violada.

Como funciona

A proteção é destinada a mulheres com Medida Protetiva de Urgência em vigor, mediante decisão judicial e aceite da vítima. O monitoramento abrange todo o território do Distrito Federal.

No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta, e o agressor usa tornozeleira eletrônica. O sistema identifica qualquer aproximação indevida e aciona as forças de segurança.

O Viva Flor permite que a mulher acione a central em caso de ameaça. O alerta é encaminhado ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) ou ao Copom.

O Programa Viva Flor foi expandido para diversas delegacias, facilitando o acesso das vítimas à proteção.

T LB

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