Quarta-feira, 04/11/26

Distrito Federal

Distrito Federal registra 23 casos confirmados de Mpox em 2026, com alta em outubro

Profissional de saúde e representação gráfica relacionada à Mpox
Casos de Mpox no Distrito Federal — Imagem: Divulgação

O Distrito Federal registrou 23 casos confirmados de Mpox ao longo de 2026, de acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal nesta quarta-feira (4). Do total de ocorrências mapeadas no período, 8 diagnósticos foram confirmados apenas no mês de outubro.

Diante do cenário epidemiológico, a pasta orienta que a população mantenha a atenção redobrada aos sinais de alerta da doença. O aparecimento súbito de lesões em mucosas e erupções cutâneas agudas, a exemplo de bolhas e pústulas em qualquer parte do corpo, exige a busca imediata por atendimento em uma unidade de saúde para avaliação médica.

Transmissão e cuidados essenciais

Especialistas explicam que a transmissão do vírus ocorre primordialmente de pessoa para pessoa, por meio do contato direto com lesões na pele, secreções corporais, gotículas respiratórias e superfícies ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Também existe a possibilidade de contágio pelo contato com animais silvestres portadores.

Para frear a disseminação, as recomendações sanitárias incluem evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou preparação alcoólica, e não compartilhar utensílios ou objetos pessoais. Indivíduos com suspeita ou confirmação da infecção devem adotar o isolamento domiciliar pelo período recomendado pelos profissionais de saúde.

Sintomas e diagnóstico

A infecção costuma iniciar com manifestações clínicas inespecíficas, como febre, mal-estar e alteração em linfonodos, evoluindo posteriormente para as lesões cutâneas características. Embora a maioria dos quadros seja autolimitada e de gravidade leve a moderada, a falta de cuidados pode propiciar infecções bacterianas secundárias e complicações mais sérias.

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de testes específicos e a notificação de casos suspeitos, prováveis ou confirmados é de caráter imediato pelas redes pública e privada. A vacinação contra a doença segue restrita a grupos prioritários definidos pelas autoridades sanitárias, sem disponibilização ampla na rede no momento.

O que você precisa saber

  • Sinais de alerta: Procure uma unidade de saúde em caso de aparecimento súbito de bolhas, pústulas ou erupções cutâneas agudas.
  • Prevenção diária: Evite contato físico com pessoas que apresentem lesões suspeitas e higienize as mãos frequentemente.
  • Higiene e isolamento: Não compartilhe objetos pessoais, roupas ou toalhas e mantenha o isolamento recomendado em caso de suspeita.
  • Público da vacina: A imunização é direcionada exclusivamente a grupos específicos e profissionais de laboratório expostos, sem ampla disponibilidade atual.

Informações: Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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