Terça-feira, 21/04/26

Distrito Federal registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano

Distrito Federal registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano
DF registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano – Reprodução

O Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde o início do ano, conforme o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A circulação de vírus respiratórios foi antecipada, mas o cenário atual é de estabilidade, com a maioria dos casos afetando crianças e sendo causada por diversos agentes virais, além da gripe e da Covid-19.

Cenário da síndrome respiratória aguda grave no DF

A maior parte dos casos de síndrome respiratória aguda grave não está ligada à gripe ou à Covid-19. Vírus como o rinovírus, o metapneumovírus e o vírus sincicial respiratório concentram 56,8% das ocorrências. A influenza (gripe) é responsável por 3,5% dos casos, enquanto a Covid-19 corresponde a 2%. Em parte das situações, o agente causador ainda não foi identificado.

Em relação aos óbitos, foi registrada uma morte por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus responsável.

Quando a gripe se agrava

A SRAG é uma evolução de quadros gripais comuns. Os sintomas iniciais podem ser leves, como febre, coriza e tosse, mas o quadro se agrava com a dificuldade para respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo explica que alguns sinais indicam alerta. “Os principais sintomas que diferenciam um quadro mais grave são a febre persistente e o desconforto respiratório, especialmente a falta de ar”, destaca. Ele orienta que, mesmo com tratamento inicial, se os sintomas não melhorarem, é importante retornar ao médico para investigar outras doenças. Grupos como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves.

Atenção redobrada com crianças e a síndrome respiratória aguda grave

No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos, o que exige atenção de pais e responsáveis. O pediatra Ricardo André da Silva reforça que a respiração é o principal indicativo de gravidade. “O que mais observamos nas crianças é o desconforto respiratório. O aumento da frequência respiratória ou a presença de retrações no peito e no abdômen são sinais importantes de alerta”, explica. O especialista também alerta para a transmissão dentro de casa, recomendando evitar o contato com pessoas gripadas.

Vacinação e prevenção

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes. A campanha contra a gripe segue até 30 de maio, com doses gratuitas nas unidades básicas de saúde (UBSs). Os públicos prioritários incluem crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana também podem se imunizar contra o vírus sincicial respiratório para proteger os bebês.

Medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão:

  • Evitar contato com pessoas gripadas;
  • Higienizar as mãos com frequência;
  • Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral;
  • Não sair de casa ao apresentar sintomas.

Quando procurar atendimento

É importante buscar uma unidade de saúde diante de sinais de agravamento, como:

  • Respiração acelerada;
  • Esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado);
  • Febre persistente;
  • Cansaço excessivo ou sonolência;
  • Dificuldade para se alimentar.

O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como:

  • UPA de Sobradinho;
  • UPA de São Sebastião;
  • UPA de Ceilândia I;
  • UPA do Recanto das Emas.

A combinação de vacinação e cuidados diários é o principal caminho para reduzir o impacto das doenças respiratórias.

*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

T LB

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