Já Madri e Barcelona ficaram de fora do eclipse total, mas muitos moradores pegaram a estrada em busca da escuridão completa e provocaram engarrafamentos quilométricos em algumas rotas.
Fazia mais de um século que a Espanha peninsular não vivia um eclipse total. E, embora o país vá presenciar outro em menos de um ano, muitos não quiseram deixar passar a oportunidade.
Mercedes Búa, por exemplo, convenceu o pai, de 81 anos, que se locomove em cadeira de rodas, a viajar cerca de 30 km ao norte de Madri, até Colmenar Viejo, onde o eclipse será total.
“Eu queria ficar em casa porque sou uma pessoa com deficiência, mas minha filha insistiu que tinha que me trazer, e aqui estou”, afirma o pai, Antonio. “Não há dúvida de que, se é algo que se pode viver, está bom”.
No porto de Tarragona, uma das principais cidades catalãs onde o fenômeno será visível, alguns vinham de mais longe, como Pauline Robert, uma estudante francesa que passou mais de três horas na estrada.
“É emocionante e só acontece uma vez na vida”, afirma.








