Terça-feira, 16/12/25

Emissões de co₂ devem atingir novo pico em 2025, aponta relatório

Com informações de Olhar Digital

Um novo estudo global projeta que as emissões de dióxido de carbono (CO₂) provenientes da queima de combustíveis fósseis atingirão um novo recorde em 2025, com um aumento de 1,1% em relação aos níveis de 2024. O relatório anual, elaborado por uma vasta colaboração de mais de 90 instituições de pesquisa ao redor do mundo, incluindo o Centro CICERO para Pesquisa Climática Internacional, a Universidade de Exeter, e a Universidade de East Anglia, destaca que o crescimento da demanda energética global supera a capacidade das fontes renováveis de energia em supri-la.

De acordo com as projeções, serão emitidos 38,1 bilhões de toneladas de CO₂ provenientes de gás, petróleo e carvão, estabelecendo um novo patamar alarmante. O estudo aponta que o enfraquecimento dos sumidouros de carbono terrestres e oceânicos, em decorrência das mudanças climáticas, é responsável por 8% do aumento na concentração de CO₂ na atmosfera desde 1960.

Apesar desse cenário preocupante, o relatório também identifica um crescimento mais lento nas emissões totais de CO₂ (que incluem tanto as emissões de combustíveis fósseis quanto as provenientes de mudanças no uso da terra) na última década, com uma taxa de 0,3% ao ano, em comparação com 1,9% ao ano na década anterior. A concentração de CO₂ na atmosfera deve atingir 425,7 partes por milhão (ppm) em 2025, representando um aumento de 52% em relação aos níveis pré-industriais.

Liderada pelo professor Pierre Friedlingstein, a equipe de pesquisa adverte que o “orçamento de carbono” restante para limitar o aquecimento global a 1,5°C, estimado em 170 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, será esgotado antes de 2030, considerando a taxa de emissões atual.

A professora Corinne Le Quéré, da Escola de Ciências Ambientais da UEA, ressalta que, embora 35 países tenham conseguido reduzir suas emissões enquanto expandem suas economias, esses esforços ainda são insuficientes para garantir as reduções sustentadas necessárias para combater as mudanças climáticas.

Glen Peters, pesquisador sênior do Centro CICERO, enfatiza a necessidade de os países se empenharem mais, destacando que as tecnologias limpas são economicamente viáveis e podem ajudar a reduzir as emissões. A professora Julia Pongratz, da LMU, aponta para a redução do desmatamento na Amazônia como um exemplo do sucesso que as políticas ambientais podem alcançar, mas adverte sobre a sensibilidade do ecossistema aos incêndios devastadores.

Fonte: olhardigital.com.br

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