Quarta-feira, 09/09/26

Entidades da PF criticam afastamento de dirigentes por decisão do STF

Entidades da PF criticam afastamento de dirigentes por decisão do STF
Entidades da PF criticam afastamento de dirigentes por decisão do – Reprodução

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestaram apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, após a decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento dos dois das funções nesta terça-feira (8).

Em nota, o SinpecPF disse repudiar o que classificou como uso político do Poder Judiciário para atingir a Polícia Federal por meio de seus dirigentes. A entidade afirmou ainda que divergências e disputas políticas não devem comprometer a autonomia e a estabilidade da instituição, nem seu funcionamento regular. Segundo o sindicato, o efetivo de servidores administrativos da PF soma cerca de 2 mil profissionais em todo o país.

A ADPF, que representa 2,3 mil delegados da corporação, também criticou a medida e afirmou que o afastamento da autoridade máxima da PF somente poderia ocorrer por decisão do plenário do STF, e não por decisão monocrática de um ministro, ainda que sujeita a referendo colegiado. A associação classificou o momento como de “crise institucional grave” e disse que, em poucos dias, a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que afetam a estabilidade interna.

Na nota, a entidade declarou que o país não pode permanecer em sucessivas crises institucionais que colocam a Polícia Federal no centro de disputas alheias à sua missão. A ADPF também propôs mudanças na forma de escolha do diretor-geral, incluindo mandato fixo e a indicação pelo presidente da República a partir de lista tríplice formada por eleição direta entre os delegados da PF. Além disso, defendeu a aprovação da PEC 412/2009, que tramita no Congresso Nacional e prevê autonomia funcional, administrativa e orçamentária da corporação.

A decisão de Mendonça foi tomada a partir de pedido do Partido Novo. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a liminar, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

T LB

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