Segunda-feira, 20/04/26

Escola Classe Porto Rico, em Santa Maria, atende mais de 500 alunos após reforma

Escola Classe Porto Rico, em Santa Maria, atende mais de 500 alunos após reforma
Cinco anos após reforma, Escola Classe Porto Rico oferece educação de qualidade para mais de 500 estudantes – Reprodução

Impacto da reforma na Escola Classe Porto Rico

A reforma da Escola Classe Porto Rico, em Santa Maria, concluída em abril de 2021, permitiu a ampliação do atendimento para mais de 500 estudantes. A obra, iniciada em 2014 e paralisada, foi retomada em março de 2020 pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e entregue 11 meses depois, voltando a ser um espaço de transformação social e educação de qualidade.

Atualmente, a unidade atende mais de 500 estudantes a partir de 6 anos em período integral, com quatro refeições diárias, nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo a diretora da unidade, Zeneide Araújo, a cobertura só é possível graças à ampliação do equipamento, uma demanda antiga da comunidade.

Benefícios para a comunidade

“Traz um impacto positivo porque oferecemos um ambiente limpo, organizado, para o desempenho pedagógico e bem-estar dos nossos alunos, além do trabalho dos professores e demais servidores que estão inseridos no processo de aprendizagem”, comenta a diretora. “Hoje temos uma quadra para aulas de educação física e recreação dos alunos, um parquinho, salas de aula amplas e arejadas, cozinha e refeitório para a alimentação das crianças. Tudo isso veio para benefício da comunidade.”

A estrutura da escola conta com vinte salas de aula, quadra poliesportiva coberta, parquinho infantil, pátio e estacionamento. A área construída é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos, e inclui também biblioteca, sala de artes, sala de informática, sala de recursos e espaços como cozinha, refeitório, banheiros e sala de professores.

Histórico da obra e investimentos

Os serviços foram executados com um investimento de R$ 1,6 milhão por meio de licitação promovida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O primeiro certame foi lançado em 2014, mas o contrato foi rescindido dois anos depois. A segunda licitação ocorreu em 2017, mas também não teve sucesso. Um terceiro concurso foi realizado em 2019.

O chefe da secretaria da escola, Henrique Albuquerque, que acompanhou o processo, relata que a lentidão da obra prejudicou o aprendizado dos estudantes, com a suspensão do período integral. “Algumas empresas assumiram, mas não continuaram. Foi bem difícil trabalhar nesse período com obras”, relata. Em abril de 2020, sob a gestão do GDF, os trabalhos foram retomados e finalizados em menos de um ano. “Ganhamos muito espaço e também conseguimos ampliar muito o número de matrículas. Temos um retorno positivo por parte dos pais. A escola é muito procurada, tem muita demanda por novas vagas”, comenta Albuquerque.

Os recursos para a obra foram provenientes do orçamento da Secretaria de Educação (SEEDF) e de emendas parlamentares da deputada distrital Jaqueline Silva e da deputada federal Érika Kokay.

Mais conforto, mais aprendizado

A EC 01 Porto Rico foi fundada em 2009 em caráter provisório. O cobrador e líder comunitário Regis Cardoso, pai de alunos da escola, celebra a melhoria. “Meu filho David Gabriel fez o ensino fundamental aqui, vai concluir o ensino médio e, se Deus quiser, vai para a faculdade. Atualmente eu tenho a Maria Clara, de 8 anos, que chegou com dificuldade em aprender a ler e escrever e hoje já está bem melhor”, conta. “O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho. É fantástico saber que as crianças podem jogar uma bola, dançar uma quadrilha, em uma quadra coberta, sem se preocupar com a chuva.”

As estudantes Valentina Alves da Fonseca, 11, e Isabel Cristina Cardoso, 11, apontam a quadra poliesportiva e a sala de leitura como seus ambientes preferidos. “Na quadra, a gente brinca, se diverte, e na sala de leitura podemos assistir a filmes, ler, fazer várias coisas”, afirma Valentina. Isabel completa: “A gente tem tempo para respirar depois das aulas, que são bem puxadas, lá na quadra, é um momento que temos para brincar e socializar”.

Outras intervenções foram executadas nos últimos anos com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). Desde 2022, mais de R$ 92,5 mil foram recebidos e utilizados pela escola em ações como pintura, regularização de paredes, instalação de arames cortantes nos muros e manutenção de janelas.

T LB

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