Segunda-feira, 01/06/26

EUA atacam instalações do Irã alegando revide após abate de drone americano

EUA atacam instalações do Irã alegando revide após abate de drone americano
EUA atacam instalações do Irã alegando revide após abate de – Reprodução

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (1°) que bombardearam instalações de drones em dois pontos diferentes do Irã neste fim de semana.

Ataques “calculados e deliberados” aconteceram no fim de semana em forma de “autodefesa”, segundo o Comando Central dos EUA. Em nota divulgada na madrugada de hoje, o órgão informou que os ataques aconteceram em Goruk e na ilha de Qeshm.

Ação foi resposta ao abatimento de um drone MQ-1 que operava sobre águas internacionais, segundo os EUA. O país não detalhou onde o drone foi abatido, mas, no fim de semana, o Irã informou que lançou um ataque próprio e o Kuwait disse que recebeu “fogo inimigo”.

Uma estação de controle de drones e dois drones teriam sido os alvos do ataque americano. O órgão informou que nenhum militar ficou ferido e citou o cessar-fogo que segue em curso entre os dois países em seu comunicado. “Continuaremos protegendo os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão iraniana injustificada durante o cessar-fogo em curso”, afirmou o comunicado.

Bombardeio marca mais um ponto de tensão durante um cessar-fogo frágil entre os dois países. O acordo para paralisar a guerra foi assinado em abril e adiado unilateralmente pelos Estados Unidos no fim do prazo.

Desde então, Israel, que começou a atacar o Líbano no início da guerra, também também firmou uma trégua com o país. Essa trégua foi estendida por 45 dias neste mês.

Os ataques também acontecem um dia após outra sinalização de avanço das negociações entre EUA e Irã. Ontem, o presidente Donald Trump afirmou que recebeu do país do Oriente Médio a garantia de não desenvolvimento de armas nucleares.

Trump afirmou que a principal condição para um acordo é Teerã se comprometer a não ter arma nuclear.

“A garantia que preciso ter é que não haverá uma arma nuclear. Eles aceitaram isso e é muito interessante”, declarou em entrevista a sua nora Lara Trump exibida pela Fox News na noite de sábado.

Ele também citou como prioridade a reabertura do estreito de Hormuz, rota central para o petróleo.

Antes da guerra, a passagem concentrava cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo, e a retomada do tráfego marítimo é tratada por Washington como parte do acordo.

PONTOS DE ATRITO COM TEERÃ E DESDOBRAMENTOS NO LÍBANO

O Irã já havia colocado em dúvida declarações de Trump e condicionou avanços a recursos congelados.

Teerã insiste na liberação de US$ 12 bilhões antes de entrar em conversas de fundo sobre temas como o programa nuclear.

Autoridades iranianas também contestaram a versão de que o urânio enriquecido do país teria sido destruído. A imprensa iraniana afirmou que não têm fundamento os comentários de Trump sobre a eliminação desse material, que pode ser usado como precursor de armas nucleares.

Teerã quer que o Líbano entre no pacote de negociações, em meio à ofensiva de Israel contra o Hezbollah. Beirute acusou Israel de aplicar uma “política de terra arrasada”, e o Exército israelense afirmou que a operação no país “se estende a outras zonas”.

Fontes americanas disseram que a proposta ainda aguarda aval final de Trump, sem decisão tomada. No sábado, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em uma cúpula de segurança em Singapura que Washington é “mais que capaz” de reiniciar a guerra, se necessário.

T LB

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