O comissário europeu para a Proteção do Consumidor, Michael McGrath, citou exemplos do chamado ‘design viciante’. Entre eles estão rolagem infinita, notificações constantes e sistemas pensados para manter usuários o máximo de tempo possível nas plataformas.
Brasil também registra mudanças no uso de celular por crianças
No Brasil, crianças de 10 a 13 anos foram o único grupo etário a registrar queda na posse de celular e no acesso à internet. De 2024 para 2025, a proporção com aparelho próprio caiu de 56,7% para 55,2%, e o acesso à internet recuou de 84,9% para 84,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Falta de necessidade e preocupação com privacidade ou segurança aparecem entre os principais motivos para não acessar a rede. O analista Gustavo Fontes, do IBGE, associou o movimento à preocupação crescente com segurança e exposição de crianças, além de medidas como restrição de celular nas escolas e a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital).
Uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC) e do Inep indica efeitos na rotina escolar após a lei que restringe celulares nas escolas. Diretores relataram mais participação e concentração em sala, mais socialização e queda de conflitos; 86% disseram ter observado redução da ansiedade dos estudantes.
* Com informações de reportagens publicadas em 13/07/2026, 13/07/2026, 13/07/2026, 02/07/2026 e 30/06/2026.








