Quarta-feira, 14/10/26

Falta de sinalização no Lago Paranoá motiva cobranças após morte de jovem perto da Ponte JK

Falta de sinalização no Lago Paranoá motiva cobranças após morte de jovem perto da Ponte JK
Falta de sinalização no Lago Paranoá motiva cobranças após morte – Reprodução

A morte de um jovem de 20 anos por afogamento no Lago Paranoá, próximo a Ponte JK, reacende a necessidade de sinalização preventiva na orla. O acidente ocorreu nesta segunda-feira (12), por volta das 19h27. Para quem frequenta a área, a falta de alertas visuais coloca em risco o dia de lazer.

Para atender a emergência, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) disponibilizou três viaturas terrestres e duas aquáticas para o resgate. Duas unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestaram auxílio. Foram necessários que oito mergulhadores realizassem buscas durante 20 minutos, na área em que testemunhas indicaram, até localizarem a vítima submersa.

Após retirarem o rapaz da água, 12 socorristas se revezaram em manobras de reanimação cardiopulmonar durante 50 minutos. Mesmo com as tentativas, a vítima não resistiu e teve o óbito constatado no local.

Foto: Mariana Menhô/Jornal de Brasília

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, o Grupamento de Busca e Salvamento do CBMDF registrou 56 ocorrências de afogamento. A corporação reforça a localização dos postos de guarda-vidas na Ponte JK na Praça dos Orixás, na Ermida Dom Bosco e na Prainha do Paranoá aos sábados, domingos e feriados, entre 10h e 18h.

Sobre avisos na orla, o Corpo de Bombeiros informou que já adotou medidas de alerta no espaço público. “Cabe ressaltar que o CBMDF já pôs sinalização em pontos do lago Paranoá, porém foram vandalizadas”, informou a corporação. Porém ao ir no local, a reportagem não encontrou nenhum meio de sinalização e nem avistou a presença de guarda-vidas, por mais que o local de banho ao lado da Ponte JK estivesse movimentado.

A tragédia recente reforça a cobrança feita por frequentadores pela instalação de placas informativas. Para o especialista em proteção patrimonial Ruan Felipe, que frequenta o local de duas a três vezes no mês, o local não é adequado para banho.

Foto: Mariana Menhô/Jornal de Brasília

Ruan relembra o histórico de mortes da região. “Ontem um rapaz morreu. Mês atrasado, outro rapaz morreu. Hoje fui quase eu”, para ele são necessárias placas mais claras e visíveis no perímetro. “Principalmente uma placa de sinalização aqui. Só uma placa mais factível, mais realista”, finalizou o especialista.

Por outro lado, há banhistas que acham o espaço seguro, desde que haja atenção individual. A dona de casa, Luiza Gomes, acredita que a área é própria para o lazer. “Com certeza. É só saber, né? É andar pelas pedras, né? Essas coisas só. Mas aqui é seguro”, relatou Luiza.

Apesar de gostar da orla e considerá-la uma área livre de perigos, a frequentadora confirma não ter visto sinalizações sobre os perigos da água. “Não, isso aí eu não, eu não, ainda não captei não, viu? Não tem, né?”, finalizou a dona de casa.

T LB

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