Terça-feira, 16/12/25

França lidera plano de us$ 2,5 bilhões para floresta do congo

Países europeus estão unindo forças em um ambicioso plano de US$ 2,5 bilhões com o objetivo de proteger a floresta tropical do Congo. A iniciativa, liderada pela França e com apoio da Alemanha, Noruega, Bélgica e Reino Unido, surge como um esquema de conservação que pode influenciar as discussões na COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sediada no Brasil.

A proteção e restauração das florestas tropicais remanescentes é um dos focos das negociações climáticas da ONU, especialmente nesta edição que ocorre na Amazônia brasileira, região que demanda ações urgentes contra o desmatamento.

A iniciativa, batizada de “The Belem Call for the Forests of the Congo Basin”, busca mobilizar recursos significativos para auxiliar os países na preservação da segunda maior floresta tropical do planeta. O documento formalizando o acordo foi assinado pelas cinco nações europeias em 6 de novembro.

O compromisso dos doadores envolve a mobilização de mais de US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos. Esses recursos serão adicionados aos investimentos domésticos dos países da África Central, direcionados à proteção e gestão sustentável das florestas da Bacia do Congo, conforme detalhado no documento.

Além do financiamento, o plano prevê o apoio às nações africanas na redução do desmatamento por meio da implementação de tecnologias, programas de treinamento e o estabelecimento de parcerias estratégicas.

A floresta do Congo, juntamente com a Amazônia e a bacia de Bornéu-Mekong-Sudeste Asiático, enfrenta ameaças crescentes decorrentes da expansão agrícola, exploração madeireira, atividades de mineração e outros setores.

Embora o foco na proteção da floresta do Congo seja justificado por sua capacidade de absorver mais gases de efeito estufa em comparação com outras florestas, a iniciativa pode gerar competição com o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) do Brasil, um ponto central da agenda brasileira na COP30.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o TFFF como o futuro do financiamento climático, destacando sua abordagem de investimento escalável em substituição a modelos tradicionais de doação.

Um diplomata familiarizado com ambas as propostas ressaltou que, em teoria, as duas iniciativas são distintas. O TFFF oferece pagamentos anuais aos países detentores de florestas tropicais sem restrições específicas. No entanto, a existência de dois fundos com objetivos similares pode gerar desafios.

A Noruega já se comprometeu com US$ 3 bilhões para o TFFF, representando a maior contribuição individual até o momento. A França também sinalizou que pode investir até 500 milhões de euros na iniciativa liderada pelo Brasil.

Correio de Santa Maria, com informações da agenciabrasil.ebc.com.br

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