O deslocamento de uma frente fria para o Oceano Atlântico influencia as condições do tempo em diferentes regiões do Brasil nesta segunda-feira (29). Embora o sistema já esteja se afastando do continente, seus efeitos ainda são sentidos, principalmente no Sul e no Sudeste, onde há queda nas temperaturas, ventos e mar agitado.
O ciclone extratropical associado à frente fria também perde força à medida que se distancia da costa brasileira, mas continua provocando ressaca e rajadas de vento em áreas litorâneas. Ao mesmo tempo, uma massa de ar polar avança sobre o Centro-Sul, favorecendo madrugadas mais frias.
Na Região Sul, o tempo volta a ficar firme após os temporais registrados no domingo (28). O ingresso da massa de ar frio reduz as temperaturas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná. Há previsão de geada, principalmente nas áreas serranas e na Campanha Gaúcha.
No Sudeste, a passagem da frente fria pelo oceano mantém maior quantidade de nuvens e provoca chuva fraca a moderada em trechos do litoral de São Paulo, na Grande São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. No interior paulista e em grande parte de Minas Gerais, o tempo permanece estável, com temperaturas mais amenas em relação aos últimos dias.
Já no Centro-Oeste, a predominância é de tempo seco. O sol aparece durante boa parte do dia em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, contribuindo para a elevação gradual das temperaturas durante a tarde, enquanto a umidade relativa do ar segue em queda.
No Nordeste, as chuvas continuam concentradas na faixa litorânea. A circulação de ventos úmidos vindos do oceano favorece pancadas de intensidade moderada entre os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Na Região Norte, o calor combinado com a elevada umidade mantém as condições favoráveis para pancadas típicas de chuva, especialmente durante a tarde e a noite.
A Marinha do Brasil orienta atenção redobrada para embarcações e praticantes de esportes aquáticos na faixa litorânea entre as regiões Sul e Sudeste. A atuação do ciclone extratropical em alto-mar ainda provoca ressaca e ventos moderados, aumentando o risco de acidentes nessas áreas.








