Medida emergencial adotada pela Administração Regional divide opiniões: enquanto o governo defende a solução provisória, moradores e o jornalista Daniel Radar cobram a pavimentação definitiva.
Publicado em, 25 de maio de 2011 – A expectativa dos moradores do Residencial Porto Rico pela pavimentação asfáltica das vias foi temporariamente substituída por uma solução emergencial adotada pela Administração Regional: a aplicação de um estabilizante de solo, popularmente conhecido como “antipó”. A medida, segundo o governo local, busca reduzir os transtornos provocados pela poeira durante o período de estiagem e pela lama nos dias de chuva, enquanto o projeto definitivo de asfaltamento não é executado.
Atento às demandas da comunidade, o jornalista e editor do Jornal Radar, Daniel Radar, percorreu as ruas do residencial para acompanhar o andamento dos trabalhos. Durante a visita, ele verificou se as vias haviam recebido os serviços de terraplenagem necessários para a aplicação do produto e manifestou preocupação com a substituição do asfalto por uma solução que considera provisória e de baixa durabilidade.
Na avaliação de Daniel Radar, o “antipó” representa apenas um paliativo para um problema antigo enfrentado pelos moradores. Segundo ele, além de não oferecer a mesma resistência e vida útil do asfalto convencional, a intervenção contemplaria apenas a principal via do bairro, deixando outras ruas sem atendimento.

Promessa de asfalto dá lugar ao “antipó” no Residencial Porto Rico e gera debate entre moradores – Foto: Augusto Furtado (CSM)
A Administração Regional, por outro lado, sustenta que a iniciativa faz parte de uma estratégia emergencial adotada em diversos países para minimizar os impactos causados pela poeira e pela lama. De acordo com o administrador, o estudo de impacto ambiental para a implantação definitiva do asfalto já estava em andamento e o processo licitatório encontrava-se em fase avançada.
Ainda segundo a administração, a aplicação do produto proporcionaria melhorias imediatas na qualidade de vida dos moradores, especialmente das crianças, mais vulneráveis aos problemas respiratórios agravados pela poeira durante o período seco. O administrador afirmou que a comunidade demonstrava satisfação com a transformação visual do residencial, enquanto aguardava a execução da obra definitiva de pavimentação.
Além do aspecto operacional, a diferença de custos entre as duas soluções também chama a atenção. Enquanto o quilômetro de pavimentação asfáltica era estimado em cerca de R$ 700 mil, a aplicação do “antipó” custava aproximadamente R$ 30 mil por quilômetro. A comparação evidencia a economia proporcionada pela medida emergencial, mas também reforça o debate sobre a necessidade de investimentos permanentes em infraestrutura urbana para atender às reivindicações históricas da população do Residencial Porto Rico.
Reproduzido da Edição Impressa do Correio de Santa Maria (25/05/2011), em 1º de agosto de 2026








