Valdetina Santos, trabalhadora da limpeza pública que mora no Jardim das Cascatas, em Aparecida de Goiânia, afirma que está há cinco dias com dificuldade para embarcar no ônibus que usa para chegar e voltar do trabalho. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela diz que motoristas passam direto pelo ponto ou não permitem que ela entre no veículo.
“Estou sendo discriminada. Não posso entrar no ônibus, porque eles ficam me rejeitando”, relata Valdetina, chorando. Ela diz que trabalha no Consórcio Aparecida Limpa e que a situação tem atrapalhado sua rotina. “Sou trabalhadora igual a todo mundo e preciso descansar.”
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Segundo o relato, alguns motoristas teriam dito que o ônibus estava quebrado. Valdetina afirma que, por não conseguir embarcar, tem chegado tarde em casa e não consegue voltar para tomar banho e descansar. Ela questiona se o uniforme de trabalho pode estar motivando o tratamento que diz receber.
“Não posso nem voltar para casa, tomar um banho e descansar por causa desses motoristas que não param o ônibus e não deixam eu entrar. Que discriminação é essa? Só porque estou com o uniforme?”, desabafou a trabalhadora.
O Consórcio Aparecida Limpa informou ao Mais Goiás que está prestando todo o apoio necessário à colaboradora.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia repudiou qualquer forma de discriminação. Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU) informou que Valdetina é funcionária da empresa terceirizada responsável pela limpeza urbana do município.
A secretaria disse que vai acionar o consórcio Aparecida Limpa para conversar com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). O objetivo, segundo a Prefeitura, é apurar o que ocorreu e tomar as providências cabíveis. A nota da Prefeitura não informa se a SDU ou a CMTC já identificou a linha ou os ônibus mencionados.








