Domingo, 24/05/26

GDF amplia serviço de restaurantes comunitários no combate à fome

GDF amplia serviço de restaurantes comunitários no combate à fome
Ampliação no serviço dos restaurantes comunitários arma o GDF na luta contra a fome – Reprodução

O Governo do Distrito Federal (GDF) ampliou, desde 2019, o serviço dos restaurantes comunitários para combater a fome, resultando em um aumento significativo no número de refeições servidas, que atingiu 16,8 milhões em 2025. A expansão inclui a construção de novas unidades, a redução de preços e a oferta de café da manhã, almoço e jantar todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.

Crescimento no número de refeições servidas

A cada dois segundos, uma refeição é servida em uma das 18 unidades dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. No ano passado, foram entregues 16.801.987 pratos, entre café da manhã, almoço e jantar.

O número de refeições servidas anualmente tem crescido gradualmente desde 2019. O volume passou de 6,5 milhões em 2019 para 7,1 milhões em 2020, 7,9 milhões em 2021, 9,9 milhões em 2022, 10,9 milhões em 2023, 14,3 milhões em 2024 e 16,8 milhões em 2025. Em 2026, até o dia 18 de maio, já foram servidas 5.271.226 refeições.

Ações do GDF para expansão dos restaurantes comunitários

O aumento é consequência de ações do GDF, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Segundo a ex-secretária de Desenvolvimento Social interina, Jackeline Canhedo, foram abertos quatro novos restaurantes, o valor da refeição foi reduzido e o serviço foi ampliado para funcionar todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados. Atualmente, o café da manhã e o jantar custam R$ 0,50, e o almoço, R$ 1.

As quatro novas unidades foram construídas no Pôr do Sol, Arniqueira, Samambaia (Expansão) e Varjão. Outros 13 restaurantes passaram por reformas e, após as obras, passaram a oferecer também café da manhã e jantar, além de abrir aos domingos e feriados. A única exceção entre as 18 unidades é a de Ceilândia Centro (DJ Jamaika), cuja ampliação já está prevista.

Depoimentos dos frequentadores

Maria Elisabeth Oliveira, 64 anos, dona de casa, almoça todos os dias na unidade do Varjão. “O pessoal me recebe muito bem, o almoço é muito bom e é bem pertinho da minha casa”, conta. “Não tenho que cozinhar em casa, é bom que dura meu gás, guardo meu dinheirinho”.

O autônomo Odyr Pires, 68, faz as três refeições no local. “Esse restaurante não tem explicação, ele é tudo. O pessoal, antes de trabalhar, às 7h30, lancha aqui para não ir trabalhar sem tomar café. Até final de semana, quando o pessoal não está trabalhando, está todo mundo aqui almoçando”, aponta.

Raimundo Miranda, 55, pintor automotivo, que é diabético e hipertenso, elogia o cardápio balanceado. “As outras comidas pesam tanto no bolso quanto na barriga porque têm excesso de tempero e de gordura. Aqui não. É uma comida bem balanceadinha, que não te faz mal nenhum e enche bem”, relata.

Reconhecimento com o Selo Betinho

A expansão dos restaurantes comunitários foi fundamental para que o Distrito Federal conquistasse, por dois anos consecutivos, o Selo Betinho. A premiação, concedida pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Ação da Cidadania, reconhece os esforços dos governos locais no combate à fome e na garantia da segurança alimentar.

Para a concessão do selo, são avaliados critérios como a existência e o funcionamento de instâncias do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan), a implementação de programas e ações de combate à fome e a transparência no monitoramento das políticas. “Isso demonstra que o nosso objetivo é reforçar cada vez mais as políticas públicas tão eficazes, como é o caso do restaurante comunitário. Mas também há outras, como o Cartão Prato Cheio, que combatem diretamente a insegurança alimentar e nutricional”, afirma Jackeline Canhedo.

T LB

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