A governadora Celina Leão assinou, nesta sexta-feira (3), os decretos que criam a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Ribeirão Sobradinho e o Refúgio de Vida Silvestre Canela de Ema, no Norte do Distrito Federal. As novas unidades se somam ao Monumento Natural Serrinha, instituído em maio de 2026, e totalizam mais de 1.239 hectares destinados à preservação do Cerrado e à segurança hídrica da população.
A Arie do Ribeirão Sobradinho terá 643,65 hectares entre Sobradinho e Itapoã. Segundo o texto, o objetivo é resguardar o curso médio, as nascentes e os afluentes do ribeirão, garantindo a qualidade e a manutenção do fluxo de água que abastece o Distrito Federal. A unidade também busca preservar remanescentes de mata de galeria e a conectividade ecológica da fauna local, que inclui espécies endêmicas e animais ameaçados de extinção, como a raposinha-do-campo.
Por ser uma unidade de uso sustentável, as propriedades rurais existentes na área poderão continuar funcionando, desde que sigam as diretrizes de conservação que serão definidas no futuro Plano de Manejo. A gestão ficará a cargo do Brasília Ambiental, com apoio do Parque Ecológico dos Jequitibás.
Já o Refúgio de Vida Silvestre Canela de Ema terá 181,02 hectares entre Sobradinho e Sobradinho II. A medida de proteção integral unifica e amplia áreas que antes eram resguardadas por legislações declaradas inconstitucionais, consolidando os antigos parques Canela de Ema, Sobradinho II e Viva Sobradinho. O local abriga mais de 400 espécies nativas da flora e da fauna.
Ao comentar a iniciativa, Celina Leão afirmou que a criação das áreas atende a uma demanda da população por mais espaços protegidos. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou que os decretos são importantes para a preservação ambiental e para a qualidade de vida da população, especialmente em momentos de emergências climáticas.
As duas novas estruturas se somam aos 414,71 hectares do Monumento Natural Serrinha do Ribeirão Sobradinho, formando um corredor ecológico na Unidade Hidrográfica do Ribeirão Sobradinho. Segundo o governo, a integração das áreas fortalece o ecossistema local, protege o ecoturismo e incentiva a pesquisa científica na capital federal.








