Domingo, 19/04/26

Goiânia recebe etapa do Fórum Nacional para atualizar políticas de saúde mental infantojuvenil

Goiânia recebe etapa do Fórum Nacional para atualizar políticas de saúde mental infantojuvenil
Goiânia recebe etapa do Fórum Nacional para atualizar políticas de – Reprodução

Escuta qualificada

Discussões realizadas na capital goiana servirão de base para o encontro nacional em Brasília, com foco na atualização da RAPS

Fórum debate o papel social e político da saúde mental na infância (Foto: Freepik)

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Com a proposta de colocar os jovens no centro das decisões, o Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes realiza sua etapa regional em Goiânia na próxima semana. Sob o tema do protagonismo infantojuvenil, o evento busca ouvir diretamente as experiências de crianças e adolescentes para subsidiar a criação de políticas de saúde mental mais eficazes e conectadas com a realidade local.

O encontro, marcado para os dias 23 e 24 de abril no Ministério Público de Goiás (MPGO), tenta romper com o modelo tradicional de gestão onde as decisões são tomadas apenas por técnicos. A ideia é que a “escuta qualificada” — termo usado para definir o acolhimento real das demandas de quem está na ponta — sirva como base para reformular o atendimento no SUS.

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Além do consultório: uma rede integrada

O desafio em debate na capital goiana é a complexidade do cenário atual. Especialistas e gestores presentes no fórum devem discutir como a saúde mental não pode ser tratada de forma isolada. A proposta é amarrar as pontas entre o sistema de justiça, a educação e a assistência social. Na prática, o evento busca soluções para que uma criança em sofrimento psíquico não se perca entre a burocracia de diferentes instituições, mas receba um cuidado contínuo e integrado.

Rumo a Brasília

As discussões em Goiânia não terminam no dia 24. O que for decidido e sugerido pelos participantes da etapa Centro-Oeste será levado para o encontro nacional em Brasília. Esse movimento marca um esforço para atualizar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que enfrenta o desafio de lidar com novas demandas surgidas no pós-pandemia e com a influência das redes sociais na saúde emocional dos jovens.

A expectativa é que o documento final do evento reflita as carências regionais e ajude a destravar gargalos no atendimento público.

T LB

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