A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou três casos de “gripe K” (H3N2) em cidades perto de Brasília. As ocorrências foram registradas nos municípios de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara.
Segundo a pasta, todos os pacientes apresentaram quadros leves e evoluíram para cura. Até o momento, não há registro de aumento na gravidade clínica associado à nova variação, como maior número de internações, admissões em UTI ou óbitos.
Apesar disso, a SES-GO alerta que o vírus Influenza A (H3N2), especialmente em períodos sazonais, costuma ter maior impacto entre idosos e grupos mais vulneráveis. A secretaria reforçou ainda que as medidas de prevenção e controle foram orientadas aos municípios diante do início da sazonalidade da gripe.
“A chamada “gripe K” não se trata de um novo vírus, mas de uma variação genética do H3N2, que vem sendo monitorada por autoridades de saúde em diferentes países como Europa, Estados Unidos e Canadá, e que também já apresentou aumento de circulação, sem indicação de maior gravidade até o momento”, informou a Saúde em nota.
A vacinação contra a Influenza segue como principal forma de prevenção. Em Goiás, a campanha começou em 28 de março e já aplicou mais de 115 mil doses no Dia D de imunização, com atendimento disponível em mais de mil salas de vacinação nos municípios goianos.
Gripe K
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram alerta sobre a circulação do vírus após o surgimento de casos na Europa.
No Brasil, o primeiro caso foi registrado em dezembro do ano passado no estado do Pará.
A Gripe K manifesta sintomas idênticos a gripe comum e não há evidências de que ela seja mais transmissível ou mais perigosa. Os especialistas apontam que os públicos mais vulneráveis, como idosos, gestantes pessoas com doença cardíaca ou pulmonar, devem procurar atendimento médico se tiverem febre ou cansaço extremo.
O que é a gripe K?
A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, que circula todos os anos e sofre mudanças frequentes ao longo do tempo. Entre os vírus que infectam humanos, o influenza A é o mais monitorado por estar associado às maiores epidemias sazonais.
Ele se divide em subtipos, como H1N1 e H3N2, que continuam em circulação na população. Dentro desses subtipos, o vírus passa por pequenas alterações genéticas naturais, chamadas de mutações, que dão origem a linhagens e subclados.
É nesse contexto que surge o chamado subclado K.








