Segunda-feira, 04/05/26

Governadora Celina Leão inaugura centro de atendimento a vítimas de violência em Riacho Fundo II

Governadora Celina Leão inaugura centro de atendimento a vítimas de violência em Riacho Fundo II
Governadora Celina Leão inaugura centro de atendimento a vítimas de – Reprodução

O Riacho Fundo II, no Distrito Federal, passou a contar com um novo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam IV), inaugurado pela governadora Celina Leão nesta segunda-feira (4). A 31ª unidade especializada visa ampliar a rede de proteção a mulheres em situação de violência, com investimento de R$ 350 mil em recursos próprios.

O espaço foi estruturado para proporcionar acolhimento humanizado e atendimento especializado, contando com uma equipe formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e profissionais administrativos. A unidade dispõe de três salas de atendimento, além de espaços administrativos e de apoio, com capacidade para atender até 50 mulheres por dia. O objetivo é oferecer suporte integral, desde o acolhimento inicial até o acompanhamento contínuo, incluindo encaminhamentos para assistência social, saúde, justiça e forças de segurança.

Durante a inauguração, a governadora Celina Leão destacou o papel do centro: “Aqui, a mulher encontra, em um só lugar, todos os serviços de acolhimento — desde o primeiro atendimento até os encaminhamentos para assistência social, saúde e também para a justiça e as forças de segurança. Muitas vezes, elas têm dificuldade de procurar uma delegacia no primeiro momento, então esse espaço permite o primeiro acolhimento, orientação e entendimento da situação. Eu tenho certeza de que será um lugar que vai libertar muitas mulheres da violência”.

Os centros especializados são fundamentais na política pública de enfrentamento à violência contra a mulher, onde as vítimas recebem suporte psicossocial, orientação e atendimento humanizado, com foco na autonomia, inserção no mercado de trabalho e reconstrução de suas vidas, evitando a revitimização.

A inauguração integra um processo de expansão da rede de proteção no Distrito Federal. Em três anos, o número de unidades mais que dobrou, passando de 14 em 2023 para 31 em 2026, permitindo a descentralização dos serviços e facilitando o acesso próximo às moradias.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, enfatizou a importância do espaço: “Esse espaço nasceu de uma preocupação com o acolhimento das mulheres. Aqui, elas vão encontrar atendimento, orientação e apoio para sair do ciclo de violência. Muitas vezes, a mulher quer denunciar, mas não tem condições de recomeçar. Por isso, além do acolhimento, também vamos oferecer capacitação e suporte. Esse é um lugar para dizer a todas: vocês não estão sozinhas”.

Moradoras da região expressaram otimismo com a nova unidade. A dona de casa Jandira de Souza, 49, que reside no Riacho Fundo II há mais de 30 anos, disse: “É sempre bom a gente fazer os cursos que tiverem, eu, com certeza, vou fazer. E falar com as vizinhas para elas virem participar, porque é uma coisa boa e valoriza a nossa cidade. Eu me sinto bem com tantas inaugurações, a gente vê que a cidade está sendo valorizada”.

A presidente do Conselho de Mulheres Cristãs do Brasil, Gabriela Halik Campos, 48, ressaltou: “É importante porque a gente vê um espaço de acolhimento para as mulheres. Aqui não tinha, então elas precisavam se deslocar para outras regiões. Agora isso aqui foi transformado em um lugar que vai funcionar realmente para quem precisa”.

O Riacho Fundo II, com mais de 70 mil moradores, tem recebido diversos equipamentos públicos desde 2019, com investimentos superiores a R$ 96 milhões do Governo do Distrito Federal. Entre eles, em janeiro, o primeiro papa-entulho da cidade, com R$ 465 mil; em 2020, o Centro Interescolar de Línguas (CIL), com R$ 2,6 milhões, atendendo mais de 3 mil estudantes; em 2024, o novo Centro de Educação Infantil (CEI), com capacidade para 672 crianças e investimento de R$ 12,2 milhões; e, em dezembro de 2025, o primeiro Centro Educacional da Primeira Infância (Cepi) da região, o Flor de Magnólia, com R$ 7,2 milhões, atendendo 188 crianças em tempo integral.

T LB

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