Terça-feira, 14/04/26

Guerra no Irã trava IA, mas inaugura batalha da zoeira artificial

Guerra no Irã trava IA, mas inaugura batalha da zoeira artificial
Guerra no Irã trava IA, mas inaugura batalha da zoeira – Reprodução

A inteligência artificial gosta de duas coisas. Primeiro, energia e eletricidade. Ela precisa de muito. E segundo, dinheiro. Ela demanda muitos investimentos. Só que, quando a gente fala desse montante gigantesco de recursos financeiros, ela também demanda previsibilidade, algo que está difícil de fazer nesse momento atual
Diogo Cortiz

O abastecimento incerto de energia é a primeira consequência direta da Guerra no Irã. O fechamento do Estreito de Hormuz, passagem estratégica diante do Irã, compromete o fluxo de combustíveis fósseis, como óleo e gás natural.

Se, para os consumidores comuns do Brasil e do restante do mundo, o impacto é a disparada dos combustíveis, para o mundo da tecnologia, sobretudo nos Estados Unidos, temor é a conta de luz dos supercomputadores que sustentam a IA..

O Estreito de Hormuz é aquela passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. É lá que passam entre 25% a 30% dos combustíveis fósseis, mas também é por onde passam 30% do gás natural. No restante do mundo, o que gera energia é gás natural, sobretudo para data centers nos Estados Unidos. Uma guerra nessa região redunda em desabastecimento desses data centers no momento em que a conta de luz já estava lá no alto e eles precisavam cada vez mais de energia.
Helton Simões Gomes

O segundo impacto é nos suprimentos usados na fabricação de chips. O gás hélio, insumo essencial para semicondutores, tem no Catar um de seus consumidores relevantes. Com a instabilidade na região, seu escoamento fica comprometido. Outro elemento essencial a data centers e produzido na região é o alumínio.

O terceiro efeito da guerra recai sobre a cadeia logística, dada a localização estratégica do Irã. Como a região funciona como hub aéreo, as rotas são afetadas pela escalada do conflito, o que a chegada de wafers (as “placas” circulares onde os chips são gravados) à China e Coreia do Sul, já que uma grande empresa de transporte de carga especializado é sediada em país vizinho ao Irão.


T LB

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