Quarta-feira, 16/09/26

Homem invade vagão exclusivo, agride mulheres e deixa passageira com joelho fraturado

Homem invade vagão exclusivo, agride mulheres e deixa passageira com joelho fraturado
Homem invade vagão exclusivo, agride mulheres e deixa passageira com – Reprodução

Um homem de 28 anos invadiu um vagão exclusivo para mulheres, assediou e agrediu passageiras do Metrô-DF e deixou uma delas com o joelho fraturado, na tarde de segunda-feira (14). O episódio ocorreu durante o trajeto entre a Estação Central, em Brasília, e a Estação Praça do Relógio, em Taguatinga. Detido e levado à delegacia, o suspeito foi liberado após prestar depoimento.

Entre as passageiras atingidas está Natacha de Oliveira. Durante a confusão dentro do vagão, ela caiu e teve o joelho pisado pelo homem. A violência provocou uma fratura, e a vítima precisou ser internada para passar por cirurgia.

Natacha contou ainda ter presenciado o momento em que o suspeito partiu para cima de outra mulher que estava próxima. Segundo o relato, o homem pulou sobre a passageira e passou a agredi-la, chegando a enforcá-la. Diante da violência, outras mulheres deixaram o local.

O homem acabou detido e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia.Após prestar depoimento foi liberado.

Questionada sobre a decisão, a Polícia Civil informou que o caso foi enquadrado, naquele momento, como crime de menor potencial ofensivo. Por isso, conforme a corporação, o suspeito foi liberado após assinar um termo se comprometendo a comparecer à Justiça quando convocado.

A ocorrência, porém, não teria terminado na delegacia. Passageiras relataram que, depois de ser liberado, o homem retornou à Estação Praça do Relógio e foi novamente visto dentro de um vagão destinado exclusivamente às mulheres.

Sobre o relato do retorno ao metrô, a Polícia Civil informou que os fatos serão analisados pela 12ª Delegacia de Polícia. Caberá à unidade avaliar o episódio e definir quais medidas jurídicas poderão ser adotadas.

O vagão exclusivo para passageiras existe justamente como medida de proteção às mulheres durante os deslocamentos. No caso registrado na segunda-feira, o espaço reservado não impediu a entrada do homem nem a sequência de agressões relatadas pelas vítimas.

T LB

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