O brasileiro Marcos Campinha Panissa, que matou a ex-esposa em 1989 no Paraná e estava foragido desde 1995, foi encontrado e preso no Paraguai nesta semana.
O nome de Panissa foi parar na difusão vermelha da Interpol. Autoridades brasileiras suspeitaram que ele tinha ido para a Europa ou Canadá, mas informações das polícias militares do Paraná e de São Paulo e do Ministério Público do Paraná indicaram que ele estaria foragido no país vizinho.
Investigadores acreditam que ele estava no país há 25 anos. Vídeos obtidos e veiculados pelo Fantástico mostram parte da rotina de Panissa. Ele aparece fazendo compras em mercado e loja de material de construção. Ele era dono de quatro imóveis e de duas distribuidoras, de bebida e de frango, na cidade paraguaia de Concepción.
Um grupo especial de inteligência do Paraguai montou um esquema para prendê-lo. A reportagem do Fantástico acompanhou o momento da prisão, mas Panissa não quis se manifestar. Ele foi levado para a sede da agência policial, depois para o posto de polícia em Ciudad del Este e, sem seguida, atravessou a fronteira para ser entregue às autoridades brasileiras.
Agora, ele deve começar a cumprir a pena, que prescreveria em dois anos. Após o crime no interior do Paraná, Panissa ficou dois meses foragido antes de se entregar à polícia. Mesmo condenado nos dois primeiros julgamentos, ele respondeu em liberdade e desapareceu em 1995, pouco antes da data do terceiro julgamento, que aconteceu em 2008, na ausência dele.
A condenação é de 19 anos e seis meses. A defesa disse que entrará com recurso para reduzir a pena para nove anos, como um julgamento de 1992 havia decidido.
Panissa matou Fernanda Estruzani após a separação. Em agosto de 1989, ele foi acusado de matar a ex-mulher no interior do Paraná com 72 facadas, enquanto ela dormia. Após o crime, ele tomou banho, vestiu uma camiseta dela e saiu de casa.







