Terça-feira, 21/04/26

Homenagem do Correio de Santa Maria a Brasilia e ao Correio Braziliense

Fotos: Reprodução (Google)

Brasília completa hoje 66 anos como o melhor lugar do Brasil para se viver.

A construção de Brasília é frequentemente lembrada como um marco de ousadia e planejamento no país. Idealizada e executada durante o governo de Juscelino Kubitschek, a nova capital surgiu em um prazo recorde de cinco anos — um feito que, à época, muitos acreditavam levar décadas para se concretizar. Esse avanço só foi possível graças ao empenho dos candangos, trabalhadores que apostaram no desenvolvimento do Centro-Oeste e transformaram a paisagem “da poeira ao asfalto”.

Reconhecida como a capital de todos os brasileiros e frequentemente chamada de “flor do cerrado”, Brasília também inspirou manifestações culturais, incluindo músicas e expressões que exaltam sua importância, como “Rainha do Planalto”. A cidade consolidou-se como símbolo de esperança e de grandes projetos nacionais.

Na data em que se celebram homenagens à capital, manifestações de reconhecimento se multiplicam. Parte delas evidencia profundo conhecimento sobre a história de Brasília; outras, no entanto, carecem de precisão histórica, o que acaba gerando críticas por parte de quem acompanhou de perto a construção dessa trajetória.

Um exemplo recente citado envolve uma homenagem ao Correio Braziliense, veículo que nasceu junto com a capital. Segundo a crítica, a publicação deixou de destacar personagens fundamentais e incluiu nomes que não tiveram participação direta na formação do jornal, além de omitir elementos importantes de sua história inicial.

Entre as ausências apontadas estão profissionais que participaram da implantação do periódico em 1960, como Edilson Cid Varela, Jairo Valadares e Ari Cunha, figuras reconhecidas por sua contribuição ao jornalismo local. Também foram lembrados nomes ligados à consolidação do veículo, como Alberto Sá (finanças), além de técnicos e profissionais essenciais ao funcionamento inicial, como João Filgueira, responsável pela montagem das primeiras rotativas, e ainda, seu Zé João.

Outro ponto levantado diz respeito à grafia do nome do jornal. Muitos leitores desconhecem que o uso da letra “Z” em “Braziliense” é uma referência direta ao jornalista Hipólito José da Costa, fundador, em 1808, do primeiro jornal brasileiro com esse nome, publicado em Londres e considerado um marco da imprensa nacional.

Homenagem do Correio de Santa Maria a Brasilia e ao Correio Braziliense

Foto da Sede do Correio, tendo em frente, Yvonne Jean, uma Jornalista belga que abraçou o Brasil. (1962- 1965) As fotos ainda eram em preto e branco. Não existia o colorido

Por fim, o autor da manifestação ressalta sua ligação pessoal com o veículo, historicamente reconhecido como uma verdadeira escola de formação de jornalistas. Ao mencionar sua própria trajetória (iniciada aos 20 anos de idade) e a do Jornalistas como Omézio Pontes, iniciada aos 17 anos, na sucursao de Taguatinga), reforça o papel do jornal como espaço de aprendizado e desenvolvimento no cenário da comunicação brasileira.

Redação do Correio de Santa Maria – Por Vital Furtado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *