Domingo, 19/04/26

Hospital de Santa Maria adota colchão a vácuo para atendimento odontológico

Hospital de Santa Maria adota colchão a vácuo para atendimento odontológico
Novo equipamento inova atendimento odontológico no Hospital de Santa Maria – Reprodução

O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passou a utilizar um colchão a vácuo para tornar o atendimento odontológico mais seguro, estável e confortável. A tecnologia beneficia pessoas com paralisia cerebral, transtorno do espectro autista (TEA), mobilidade reduzida ou dificuldade de adaptação aos procedimentos.

Funcionamento e benefícios do colchão a vácuo

O equipamento é moldado diretamente ao corpo do paciente. Ainda maleável, ele é posicionado ao redor da pessoa e, após a retirada do ar, ajusta-se ao formato do corpo, ajudando a manter uma posição segura durante todo o procedimento. Para incorporar a tecnologia à rotina, a equipe da unidade passou por treinamento específico.

A cirurgiã-dentista Dryele Ferreira Flores explica que o recurso faz a diferença especialmente em pessoas com paralisia cerebral, que costumam apresentar dificuldade de equilíbrio. “Sem esse tipo de suporte, muitos pacientes se sentem inseguros, como se fossem cair, o que dificulta a colaboração durante o atendimento”, aponta. “Quando conseguimos moldar o corpo com o colchão, eles se sentem mais estáveis e tranquilos.”

Mais estabilidade e segurança

Segundo a especialista, o equipamento também ajuda em situações que exigem maior estabilidade e proteção do paciente, como nos casos de movimentos involuntários ou resistência ao procedimento. Anteriormente, esse processo dependia do uso de faixas ou do apoio de acompanhantes e profissionais. Com o colchão, o procedimento se torna mais organizado e menos desgastante para todos os envolvidos.

Cuidado adaptado e expansão na rede

Para a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, o uso do equipamento reforça a evolução da assistência na unidade. “Mostra um amadurecimento do serviço que passa a estar mais preparado para lidar com diferentes perfis de pacientes e suas particularidades, respeitando limites e necessidades individuais”, afirma.

Ao todo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) adquiriu 16 unidades do equipamento. Elas estão sendo distribuídas entre hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs), ampliando o acesso ao recurso em toda a rede. As informações são do IgesDF.

T LB

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