Domingo, 05/07/26

Índia pede pausa em nomes de usuário por risco de fraude

Índia pede pausa em nomes de usuário por risco de fraude
Índia pede pausa em nomes de usuário por risco de – Reprodução

O aviso cita trechos da Lei de Tecnologia da Informação e regras de diligência para intermediários no país. O governo questiona por que não deveria adotar medidas contra a empresa por lançar um recurso que pode aumentar crimes cibernéticos, segundo a mídia local.

Índia é o maior mercado do WhatsApp e concentra mais de 850 milhões de usuários. O país também registra alta de crimes digitais: quase 102 mil casos de cibercrime foram registrados em 2024, aumento de 18% em relação ao ano anterior, e cerca de três quartos envolveram fraude online.

A Meta diz que o recurso ainda não está no ar e que a liberação será gradual. A empresa afirma que a conta continuará exigindo um número de telefone e que o sistema terá proteções para reduzir golpes e tentativas de se passar por outra pessoa.

Entre as medidas, a empresa afirma que vai reservar nomes de perfis conhecidos e bloquear variações parecidas. “Para proteger contra a usurpação de identidade, reservamos os nomes de maior destaque – como figuras públicas, órgãos governamentais, celebridades e contas verificadas da Meta – para garantir que só possam ser reivindicados por seus legítimos proprietários; também mantemos reservadas variações que imitam nomes conhecidos”, escreveu o porta-voz da Meta para veículos internacionais.

A empresa também promete limitar contatos e barrar tentativas de adivinhar nomes de usuário. Em comunicado, a empresa diz que as pessoas precisam saber o nome exato para enviar mensagens para alguém. Além disso, serão limitados o número de novas pessoas que uma conta pode contatar e vão ser bloqueadas tentativas repetidas de adivinhar o nome de um usuário.

A Internet Freedom Foundation, entidade indiana de direitos digitais, criticou o aviso do governo indiano. Para a organização, o documento não tem base legal clara para exigir permissão prévia antes de um recurso ser lançado. Eles ainda argumentam que o a legislação do país não dá esse tipo de poder sobre funcionalidades de apps.


T LB

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