Quinta-feira, 30/04/26

Investigado por morte de bebê é preso em Anápolis por violar medida protetiva

Investigado por morte de bebê é preso em Anápolis por violar medida protetiva
Investigado por morte de bebê é preso em Anápolis por violar medida protetiva – Reprodução

Um homem investigado pela morte de sua filha de três meses e sua companheira foram detidos em Anápolis na sexta-feira (16). O casal preso é acusado de descumprir uma medida protetiva que impedia o homem de ter contato com os outros filhos. Segundo a polícia, a mulher teria ajudado a esconder as crianças e auxiliado na tentativa de fuga do companheiro durante a abordagem policial.

Casal preso por descumprimento de medida

A prisão foi efetuada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após denúncias de que o casal continuava a conviver com as crianças, violando uma determinação judicial. De acordo com a delegada Aline Lopes, titular da unidade, o homem havia sido liberado em dezembro de 2025, com uso de tornozeleira eletrônica e sujeito a medidas protetivas de urgência.

“Ele estava proibido de manter qualquer tipo de contato com os filhos, mas, assim que deixou a prisão, retomou o relacionamento com a companheira e voltou a ter acesso às crianças”, declarou a delegada.

Abordagem policial e tentativa de fuga

Com base nas informações, a equipe da DPCA monitorou a situação e foi até a residência do casal. No local, os policiais encontraram as crianças escondidas em um cômodo nos fundos da casa. “No momento da abordagem, as crianças haviam sido escondidas com a chegada da polícia”, relatou Aline Lopes.

Ao receber voz de prisão, o homem tentou fugir com a ajuda da companheira, correndo por alguns metros e se escondendo em um lote próximo, mas foi capturado. A mulher, segundo a investigação, tentou atrapalhar a ação e incentivou a fuga. “Ela tinha plena ciência das medidas protetivas e, ainda assim, foi conivente, permitindo o convívio e auxiliando na tentativa de fuga”, destacou a delegada.

Ambos foram autuados em flagrante por descumprimento de medida protetiva e encaminhados à unidade prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário. O homem já havia sido indiciado por homicídio e maus-tratos.

A DPCA informa que denúncias podem ser feitas anonimamente pelos telefones (62) 3328-2721 ou pelo WhatsApp (62) 98595-6560, com sigilo garantido.

Morte de Elza Mariana

Elza Mariana tinha três meses quando sofreu as agressões em agosto de 2025. Ela foi levada a uma unidade de saúde com sinais de espancamento. A alegação inicial do investigado era de que a bebê havia se engasgado com leite materno. O caso ocorreu em Anápolis.

Contudo, exames médicos revelaram um traumatismo craniano grave, incompatível com a versão do pai. A criança foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde faleceu dias depois.

O pai foi indiciado pelo Ministério Público de Goiás por homicídio qualificado e maus-tratos, com penas que podem ultrapassar 35 anos de prisão. A mãe da bebê também poderá responder por maus-tratos, de acordo com a apuração do MP.

T LB

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