Segunda-feira, 02/11/26

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Irã sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz em dois dias sob condições

Irã sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz em dois dias sob condições
O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que mantém consultas intensas com os Estados Unidos, por meio de mediadores, para evitar uma nova escalada no conflito regional. — Imagem: ATTA KENARE / AFP

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Como gesto de boa-fé, Teerã propôs reabrir o estratégico Estreito de Ormuz em um prazo de até dois dias, caso Washington aceite suas exigências para encerrar as hostilidades.

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que mantém consultas intensas com os Estados Unidos, por meio de mediadores, para evitar uma nova escalada no conflito regional.

As conversas indiretas contam com a participação ativa do Catar e do Paquistão. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, destacou que o país está preparado tanto para a diplomacia quanto para a defesa, ressaltando que a continuidade do processo depende da racionalidade e da disposição do lado americano em priorizar o diálogo.

O cenário permanece instável, com ameaças de ambos os lados. Enquanto Teerã reforça a prontidão de suas forças armadas, o governo dos Estados Unidos indicou que ainda existem alvos militares a serem considerados, embora tenha optado por permitir que as negociações sigam seu curso imediato.

Entenda o caso

  • Onde e quando: As negociações ocorrem em meio a tensões no Oriente Médio, às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3).
  • Principais informações: O Irã condiciona a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz — rota vital para o suprimento global de energia — ao atendimento de demandas como cessar-fogo regional, liberação de ativos iranianos no exterior e fim de sanções ao setor petrolífero.
  • Medidas anunciadas: O prazo para a reabertura da via foi reduzido de sete para dois dias, conforme anunciado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
  • Próximos desdobramentos: O sucesso da proposta depende da resposta de Washington, enquanto o governo dos Estados Unidos mantém a possibilidade de novas ações militares em aberto após o pleito eleitoral.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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