Quarta-feira, 27/05/26

Itaúsa e Aegea entregam proposta para disputa em privatização da Copasa

Itaúsa e Aegea entregam proposta para disputa em privatização da Copasa
Itaúsa e Aegea entregam proposta para disputa em privatização da – Reprodução

A Itaúsa anunciou que apresentou, junto a acionistas da Aegea, proposta para se tornar o investidor de referência (que detém participação relevante na empresa) da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), que atualmente é controlada pelo governo mineiro.

Em fato relevante, as duas empresas confirmaram que participariam da oferta por meio da Livorno Participações.

A Copasa protocolou, em maio, um pedido de oferta pública secundária de ações, que tem como vendedor o estado de Minas Gerais.

O governo de Minas deve anunciar nesta quarta-feira (27) o investidor de referência finalista. Já a precificação (follow-on) está prevista para ocorrer no dia 2 de junho.

A participação societária da Aegea na Livorno, ao final do processo de aquisição, será inferior a 1% de seu capital social, segundo escreveu a companhia em fato relevante. A Aegea disse também que não está contraindo qualquer obrigação financeira por causa da operação. O restante do capital da Livorno será subscrito por seus acionistas.

“A iniciativa evidencia os objetivos de longo prazo da Aegea e o seu posicionamento como uma plataforma relevante no setor de saneamento, reforçando o pilar de disciplina financeira com foco em preservação de liquidez e estrutura de capital adequada”, escreveu a Aegea a investidores.

Segundo o jornal Valor Econômico, a Equatorial também apresentou proposta para a oferta de ações.

Procurada pela Folha, a acionista de referência da Sabesp não confirmou se participará da disputa. “O Grupo Equatorial está sempre atento às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades de negócios ou aquisições”, disse a empresa em nota à reportagem.

Já a Copasa disse que o governo de Minas Gerais está em período de silêncio devido ao processo de oferta pública.

“Para assegurar o estrito cumprimento das diretrizes da Comissão de Valores Mobiliários e evitar interpretações que possam comprometer o rito legal da oferta, estamos momentaneamente impossibilitados de nos manifestar sobre temas relacionados à operação ou ao desempenho da companhia”, disse.

T LB

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