A morte de Diego Maradona voltou aos holofotes. A Justiça da Argentina inicia um novo julgamento nesta terça-feira (14/4). Sete membros da equipe médica do ídolo do futebol são acusados de homicídio culposo por negligência médica.
O julgamento será realizado em San Isidro, cidade localizada na província de Buenos Aires. Cerca de 100 testemunhas serão ouvidas pelo tribunal, que analisa os fatos que levaram Maradona à morte em 2020.
Além de Leopoldo Luque, neurocirurgião, também serão julgados Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.
Anulação do primeiro processo
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal responsável. A anulação da ação aconteceu depois de questionamentos das partes envolvidas no caso do ídolo argentino sobre uma das juízas ter participado de um documentário sobre o caso.
Segundo a corte, Makintach participou das gravações quando ainda integrava o júri que julgava o caso. Ela responde a outras acusações. Além da juíza, outros dois magistrados que faziam parte do caso renunciaram aos cargos.
De acordo com a promotoria, Makintach facilitou que câmeras entrassem nos locais das audiências, mesmo diante da proibição de filmar dentro do tribunal.








