Quarta-feira, 03/06/26

Júri do caso Henry Borel entra na reta final no Rio

Júri do caso Henry Borel entra na reta final no Rio
Júri do caso Henry Borel entra na reta final no – Reprodução

O julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, entrou nesta terça-feira (2) no nono dia e passou à reta final após a oitiva de 22 testemunhas desde 25 de maio até segunda-feira (1º).

O último a depor foi o médico Jeferson Evangelista Correa, contratado pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, um dos acusados da morte do menino Henry Borel, ao lado da mãe da criança, Monique Medeiros. Segundo a acusação, o menino, então com 4 anos, morreu após ser agredido pelo padrasto; Monique teria sido omissa, contribuindo para a morte. O motivo apontado é laceração hepática de ação contundente.

Com o encerramento da fase de testemunhas, a expectativa é de que o resultado saia entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4). Nesta terça-feira, os dois réus devem ser interrogados. A defesa de Jairinho conseguiu na Justiça uma alteração na ordem dos depoimentos, para que Monique respondesse antes dele, o que permitiria ao réu tomar conhecimento das acusações para se defender.

Os interrogatórios podem ser conduzidos pelas próprias defesas, pela parte contrária, pela juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o júri, pelo promotor de acusação e pela assistência de acusação, que no caso representa o pai de Henry, Leniel Borel. Um réu não acompanha o interrogatório do outro.

Para quarta-feira, está prevista a sessão de debates. Nessa etapa, a palavra será dada ao Ministério Público, depois ao assistente de acusação e, em seguida, à defesa. O tempo previsto é de 1 hora e 30 minutos para acusação e defesa, mais 1 hora de réplica para a acusação e mais 1 hora de tréplica para a defesa. Como há mais de um acusado, o tempo para acusação e defesa é acrescido de 1 hora para cada parte, e o da réplica e da tréplica é elevado ao dobro.

Depois dos debates, os jurados podem pedir esclarecimentos adicionais e até ter acesso aos autos e aos instrumentos do crime. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados — cinco homens e duas mulheres —, responde a quesitos sobre a materialidade do fato, autoria, participação e eventual absolvição. O destino dos réus é decidido por voto sigiloso, por maioria simples, cabendo à juíza a dosimetria da pena em caso de condenação.

T LB

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