Sábado, 27/06/26

Justiça condena homem após mulher pular de prédio para fugir dele em MG

Justiça condena homem após mulher pular de prédio para fugir
Justiça condena homem após mulher pular de prédio para fugir – Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

A Justiça de Minas Gerais condenou Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues a 8 anos e 10 meses de prisão por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira em Contagem (MG). Ela chegou a pular da janela do prédio para fugir dele.

Condenação foi obtida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A pena soma oito anos e oito meses pela tentativa de feminicídio e dois meses e dez dias pelo crime de ameaça, segundo o promotor de Justiça Pedro Guimarães.

Réu não estava presente na leitura da sentença. Ele respondia ao processo em liberdade, mas agora a Justiça emitiu o mandado de prisão. Caso não se apresente, será considerado foragido.

Crime ocorreu em 12 de fevereiro de 2025. De acordo com a denúncia, o réu exigiu que a vítima entregasse R$ 10 miil e, quando ela recusou, ele foi até a cozinha, pegou uma faca e a ameaçou.

Vítima pulou do segundo andar do prédio para escapar. Uma vizinha gritou ao perceber a ameaça com a faca, o que desviou a atenção do réu. Nesse momento, a mulher correu até a janela e se jogou.
Jhenipher Sabriny de Oliveira disse que pulou para não morrer. Em entrevista a Universa ela contou que o ex-companheiro entrou no quarto “alterado”, exigindo dinheiro.

Quando ela recusou, ele pegou uma faca e trancou a porta do quarto. “Quando percebi que eu não sairia viva dali, me aproximei da janela e lancei meu corpo para fora”, relatou.

Relacionamento durava nove anos e era marcado por violência. Jhenipher afirmou à polícia que sofria agressões físicas e emocionais, mas nunca havia denunciado o companheiro, que também a proibia de usar o celular e ainda ameaçava seus familiares.

Pablo levou a vítima ao hospital, mas continuou as ameaças. Segundo o depoimento de Jhenipher, ele a pressionou durante o trajeto e a internação para que ela não o denunciasse.

Réu fugiu para o Paraguai antes de ser preso pela primeira vez. O mandado de prisão preventiva foi expedido no início de março, mas Pablo só foi detido após comparecer à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Contagem para prestar depoimento, e depois passou a responder o processo em liberdade.

À época, a defesa negou as ameaças com faca. O advogado Glauber Paiva afirmou que Pablo queria “esclarecer o que aconteceu” e que a vítima “começou a contar uma versão diferente” dos fatos.


T LB

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