A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de mais quatro acusados de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Crespo, assassinado a tiros no centro do Rio em 26 de fevereiro de 2024. A decisão atendeu a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra o policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Duque de Caxias. Segundo o MPRJ, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já estavam presos, com mandados cumpridos no dia 20 deste mês. Rafael Ferreira Silva, conhecido como Cachoeira, é considerado foragido pela Justiça.
De acordo com a denúncia, Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, teria encomendado o assassinato do advogado por considerar que sua atuação representava risco aos interesses do grupo na exploração do mercado de apostas online, as bets. O Ministério Público afirma que, à época do crime, os contraventores se inteiravam da entrada nesse mercado, enquanto Rodrigo Crespo manifestava interesse em investir no setor.
As investigações indicam que a vítima buscava financiadores para a implantação de um empreendimento de grande porte e também cogitava abrir um “sports bar” com máquinas semelhantes a caça-níqueis. A apuração aponta ainda que Ryan fez a vigilância de Rodrigo nos dias anteriores ao homicídio, identificando horários e locais favoráveis à execução.
Segundo a denúncia, Renato e Rafael deram apoio operacional e monitoraram a vítima até o momento do crime, permanecendo dentro do veículo usado pelo executor. A análise de evidências técnicas, de acordo com o MPRJ, mostrou que os dois estiveram no local do homicídio e em pontos do trajeto do carro utilizado na fuga, além de terem seguido para a região onde fica o sítio usado por Rafael como esconderijo.
Além de receber a denúncia por homicídio qualificado, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos e suspendeu as funções públicas e o porte de arma do policial militar Renato Franco Lopes. Adilsinho foi preso em fevereiro de 2026, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante ação conjunta das polícias Federal e Civil, e transferido para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília.








