A disputa pelas duas vagas ao Senado em São Paulo já faz seus primeiros embates na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) mandou tirar do ar um vídeo em que o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) diz que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), “não é”, “nunca foi” e nem “nunca será um candidato de direita”. Ambos disputarão os votos do eleitorado conservador em outubro.
Em decisão liminar na quinta-feira, 16, a juíza auxiliar Claudia Fonseca Fanucchi identificou haver indícios de propaganda eleitoral negativa paga e uso de imagens sintéticas ou digitalmente manipuladas sem a devida identificação, na contramão das regras editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A publicação não está mais disponível no Instagram, rede social que havia sido publicada. Segundo a magistrada, a inteligência artificial foi utilizada para “associar André do Prado a outros agentes políticos e a apresentá-lo em posição de subordinação”. O presidente da Alesp é aliado político do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A juíza também considerou que Salles descumpriu a Lei das Eleições ao impulsionar uma publicação de teor negativo sobre o adversário. A norma determina que o impulsionamento é permitido “apenas com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações”.
Procurado pela reportagem, Salles disse que cumprirá a decisão judicial. “Mas não tenho dúvida em afirmar que ele é Centrão raiz, filhote do Valdemar. Não é direita, nunca foi, e nunca será”, disse o pré-candidato a senador pelo Partido Novo.
André do Prado não quis comentar a decisão judicial.
A direita está rachada na disputa pelo Senado em São Paulo. André do Prado e o ex-secretário de São Paulo, Guilherme Derrite (PP) concorrem na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto Salles disputa de forma isolada.
Estadão Conteúdo







