A Justiça do Canadá rejeitou o pedido apresentado pelo governo de Gana para liberar a entrada do meio-campista Thomas Partey no país, impedindo a participação do jogador na estreia da seleção ganesa contra o Panamá na Copa do Mundo 2026, marcada para esta quarta-feira (17/6).
A tentativa de reverter a situação vinha sendo tratada pelas autoridades de Gana há dias. Depois de esforços diplomáticos sem sucesso, o caso foi levado à Justiça canadense, considerada a última alternativa para garantir a presença do atleta. O pedido, porém, foi negado pelo juiz Roger Lafrenière, da Corte Federal do Canadá.
Partey responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. O jogador ainda não foi julgado e não possui condenação, mas a situação influenciou a decisão das autoridades canadenses de barrar sua entrada no país.
A ausência já havia se tornado uma possibilidade real nos últimos dias. Embora tenha participado normalmente da preparação de Gana nos Estados Unidos, o meio-campista não embarcou com o restante da delegação para Toronto enquanto aguardava uma definição sobre o visto.
Mesmo diante das dificuldades, o técnico Carlos Queiroz evitou descartar completamente a participação do jogador antes da decisão judicial. Com a negativa da Justiça, no entanto, a presença de Partey diante do Panamá ficou inviabilizada.
No fim de semana, o Ministério das Relações Exteriores de Gana classificou a medida canadense como “arbitrária e extremamente injusta”, argumentando que as acusações contra o atleta ainda não foram comprovadas judicialmente.
Vale notar que Partey não enfrentou problemas para entrar nos Estados Unidos durante a preparação para a Copa. Segundo relatos da imprensa local, as autoridades americanas consideraram o fato de o jogador não possuir condenação criminal ao avaliar a entrada no país.
Atualmente no Villarreal e com passagem pelo Arsenal, o meio-campista é uma das principais referências técnicas da seleção ganesa e sua ausência é uma baixa importante para a equipe na sequência do Mundial.








