Quinta-feira, 16/04/26

Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo após audiência de custódia

Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo após audiência de custódia
Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo após audiência – Reprodução

A prisão de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi confirmada pela Justiça Federal após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16). Ele está no presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.

Na quarta-feira (15), o funkeiro havia sido preso em sua residência, em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste da cidade. Após a prisão, ele foi levado à sede da Polícia Federal e, em seguida, transferido para o sistema prisional.

Em nota, a Justiça Federal afirmou que os “autos do processo encontram-se sob sigilo total, com acesso restrito às partes. O órgão comunicou que já foram realizadas mais de 30 audiências e que, até o momento, permanece mantida a prisão de todos os indivíduos que foram alvos de mandados, cumpridos em diversos locais”.

ENTENDA AS PRISÕES

A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o artista MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e outros membros. A operação aponta que eles usavam empresas de produção musical e entretenimento para disfarçar receitas ilícitas. Os recursos provinham de jogos de azar não regulamentados, apostas ilegais, rifas digitais clandestinas, estelionato online e, possivelmente, tráfico de drogas.

A organização utilizava empresas de fachada e fracionava grandes quantias de dinheiro (conhecido como “smurfing”) para ocultar a origem dos recursos, segundo a PF. Parte do dinheiro era enviada ao exterior em criptoativos. Depois, os valores eram reinvestidos em ativos de luxo, como imóveis e joias, frequentemente registrados em nome de terceiros para dificultar a identificação dos donos.

A operação resultou na prisão de MC Poze, MC Ryan e outros envolvidos, sendo que o grupo também gerenciava sua imagem e promovia plataformas de apostas. A defesa dos acusados nega envolvimento em crimes e afirma que os recursos têm origem lícita.

T LB

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