Sexta-feira, 15/05/26

Justiça torna réu homem que matou ex em joalheira de shopping em SP

Justiça torna réu homem que matou ex em joalheira de shopping em SP
Justiça torna réu homem que matou ex em joalheira de – Reprodução

A Justiça tornou réu Cássio Henrique Zampier, suspeito de matar a ex-companheira dentro da joalheria Vivara em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

A denúncia de feminicídio do Ministério Público foi aceita no dia 11 de março. A informação foi confirmada ao UOL hoje pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O réu segue preso preventivamente e a audiência de instrução já foi marcada. Ainda conforme a Justiça, a sessão deve ocorrer na próxima segunda-feira às 13h.

O processo está em sigilo e outras informações não foram divulgadas. O UOL também encontrou em contato com a Defensoria Pública, que representa Cássio, mas não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Cibelle Monteiro Alves, 22, foi morta esfaqueada no pescoço. Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi até a loja onde a mulher trabalhava e a fez refém até a chegada de agentes, que se depararam com a vítima já ferida.

Cássio teria resistido a se entregar e libertar a mulher. A corporação informou que a equipe, então, disparou contra ele para “afastar a ameaça” e conseguir entrar no interior do estabelecimento. Em seguida, a porta foi arrombada para socorrer a vítima, mas Cibele morreu no local.

Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento. Nas gravações, o shopping aparece com os corredores vazios, enquanto policiais e seguranças permanecem próximos à porta da joalheria.

O agressor ficou ferido e precisou ser hospitalizado sob escolta. O homem foi baleado por policiais após ter supostamente resistido a se entregar no dia do crime e foi levado ao Hospital Mário Covas, onde chegou inconsciente e passou por cirurgia. Após alta médica, seguiu para prisão.

A vítima já esteve sob ameaça anteriormente. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a mulher teria feito dois registros de agressão contra o homem antes do ocorrido, um em 2023 e outro em 2025, além de ter medida protetiva de urgência.

Os dois haviam rompido a relação em abril do ano passado. De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o UOL teve acesso, Cássio não aceitava o fim do namoro e fazia contatos constantes com a vítima, descumprindo a proibição judicial.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que ela morreu em um “ataque covarde” do ex-companheiro. Em nota, Marcelo Lima (Podemos) também declarou repudiar qualquer ato de violência contra a mulher e ressaltou que a sociedade não pode tolerar esses comportamentos.

Procurada, a Vivara confirmou em nota que a mulher era funcionária da loja. O estabelecimento lamentou o ocorrido e disse prestar todo o apoio e solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de equipe. A loja informou ainda que está colaborando com as investigações.

“A Vivara repudia veementemente qualquer forma de violência, especialmente o feminicídio, e reafirma seu compromisso com o acolhimento e a dignidade de suas colaboradoras”, disse a loja, em comunicado.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

T LB

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