Sexta-feira, 28/08/26

Kiko Caputo promete transformar Brasília em referência nacional em segurança pública

Kiko Caputo promete transformar Brasília em referência nacional em segurança pública
Kiko Caputo promete transformar Brasília em referência nacional em segurança – Reprodução

Transformar o Distrito Federal em referência nacional em segurança pública é uma das principais promessas apresentadas por Kiko Caputo (Novo) na corrida pelo Palácio do Buriti. O candidato defende uma ampla modernização do setor, com maior integração entre as forças de segurança, investimento em inteligência e tecnologia e políticas que vão da prevenção nas escolas ao enfrentamento do crime organizado e dos delitos cibernéticos.

Caputo afirma que o planejamento não deve ficar restrito aos quatro anos de mandato. Sua proposta é estabelecer uma estratégia de longo prazo para o DF, com horizonte de três décadas. “Nós temos um plano para pensar nos próximos 30 anos, para devolver serviço público de qualidade para o Distrito Federal, porque ninguém aguenta mais essa sensação de insegurança”, declarou. A segurança pública tem ampliado seu peso nos orçamentos estaduais: levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que estados e DF gastaram R$ 131,2 bilhões na área em 2025, alta de 6,2% em relação ao ano anterior.

Entre as principais apostas do candidato está a criação de um sistema mais integrado entre polícias, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, trânsito e centros de comando. O plano prevê ampliar o compartilhamento de informações e recorrer a ferramentas como drones, videomonitoramento inteligente, cercamento eletrônico, reconhecimento de placas e análise de dados. A intenção é permitir que diferentes órgãos identifiquem padrões e respondam de maneira coordenada a ocorrências.

O combate ao crime organizado também ocupa espaço de destaque. Caputo propõe fortalecer as estruturas de inteligência, modernizar perícia digital, identificação biométrica e laboratórios e criar uma Câmara Técnica dedicada à análise das organizações criminosas. Outro projeto é instituir uma política distrital específica contra o narcotráfico e o tráfico de armas, reunindo investigação, repressão, recuperação de ativos e cooperação com autoridades federais e estados vizinhos.

Crimes digitais e proteção às vítimas

Uma nova estrutura dentro da Polícia Civil aparece entre as propostas. Caputo pretende criar um Departamento de Combate aos Crimes Cibernéticos, reunindo equipes especializadas, inteligência digital e perícia, além de parcerias com órgãos federais, universidades e centros de pesquisa. O crescimento desse tipo de criminalidade e a necessidade de fortalecer a atuação das polícias civis no enfrentamento aos crimes cibernéticos já vêm sendo discutidos nacionalmente.

O programa ainda prevê reforço da proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Segurança, saúde, assistência social e Justiça seriam integradas para acompanhar casos de maior risco e monitorar medidas protetivas. Nas escolas, a proposta combina policiamento especializado, monitoramento, inteligência territorial e protocolos de resposta para situações de emergência.

Caputo também quer levar tecnologia ao atendimento de acidentes e desastres. Chamadas de emergência poderiam receber imagens enviadas diretamente pelos cidadãos e utilizar dados de satélites e câmeras urbanas antes mesmo da chegada das equipes. Na segurança rural, a promessa é ampliar policiamento especializado e comunicação direta com produtores, enquanto pontes, barragens, sistemas de transporte e outras infraestruturas consideradas críticas teriam planos permanentes de monitoramento e contingência.

Outro eixo envolve quem trabalha nas forças de segurança. O candidato promete investimentos de longo prazo em unidades, veículos, equipamentos, comunicação e centros de comando, além de acompanhamento psicológico, formação continuada e programas de saúde para os profissionais. No sistema penitenciário, a proposta prevê fortalecer a Polícia Penal, combater comunicações ilícitas dentro das unidades e ampliar educação, trabalho e qualificação profissional para reduzir a reincidência.

Para Caputo, a estratégia precisa ir além do policiamento ostensivo. Seu plano reúne prevenção, investigação, tecnologia, sistema penitenciário, proteção social e preparação para emergências sob uma mesma política. A promessa é usar essa integração para reduzir a sensação de insegurança e colocar Brasília entre as referências brasileiras no setor.

T LB

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