AUMENTO
Capital possui 40 áreas de risco atualmente. Atualização é realizada de cinco em cinco anos
Área de risco em Goiânia – (Foto: reprodução)
As fortes chuvas que atingiram Goiânia nas últimas semanas acenderam o alerta em relação às áreas de risco hidrológico e geológico na capital, sujeitas a fenômenos como enxurrada, erosão, deslizamentos e inundação. Atualmente, o município conta com 40 pontos monitorados pela Defesa Civil, sendo que grande parte destes locais está em áreas margeadas por córregos.
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No entanto, o número deve subir para 60 ainda este ano, conforme o gerente operacional do órgão, Marcelo Luz. O número de famílias nestas áreas chega a 2 mil – número levantado em 2022, mas que deve saltar com a nova atualização.
Os pontos mais críticos se encontram na Vila Bandeirantes, Vila Roriz, Jardim Novo Mundo II, Residencial Recanto do Bosque, Jardim Petrópolis e Vila Maria Rosa. Além das áreas, a capital possui 136 pontos de alagamento espalhados por toda a cidade.
“Essa atualização [de áreas de risco] é realizada de cinco em cinco anos por ocasião do plano municipal de redução de risco do Serviço Geológico do Brasil, que é uma empresa do Governo Federal”, explica.
O aumento das áreas de risco foi identificado pelo Serviço Geológico do Brasil, após Goiânia ser uma das cinco cidades sorteadas para receber o serviço entre mais de 100 municípios cadastrados. Um diferencial foi a cidade já ter o mapeamento desse tipo de trabalho realizado pela Defesa Civil desde 2022, de acordo com Marcelo.
“O conceito de área de risco deles é diferente do nosso. Pode ser um processo erosivo às margens de um curso hídrico, que eles consideram ou caracterizam como uma área de risco. O nosso conceito de área de risco é um pouco diferente, já que consideramos locais onde residem pessoas de forma consolidada, que apresentam um risco permanente”, reforça.
Monitoramento
Nas regiões consideradas de risco, as equipes verificam a presença de entulhos nos córregos e se houve algum tipo de trinca, rachadura, infiltrações ou indícios de possíveis deslizamentos ou alagamentos que possam trazer riscos à população.
A fim de evitar incidentes e, se preciso, realizar uma desocupação, a Defesa Civil mapeia e trabalha, em conjunto com outras pastas, para minimizar os problemas nas regiões. Por isso, são empenhadas equipes 24h por dia, além do reforço do efetivo durante tempestades.
“O trabalho preventivo da Defesa Civil é realizado através de monitoramentos físicos e por meios eletrônicos. Caso seja identificado algum problema, é feito um relatório de risco, que é apresentado à secretaria que tiver trabalho pertinente para a resolução daquele caso”, conta.
Pontos de alagamento
Goiânia possui ainda 136 pontos que apresentam riscos de alagamento e que são monitorados pela Defesa Civil. No período de chuva, o acompanhamento é mais frequente e as equipes ficam em alerta 24 horas, mantendo efetivo e maquinários em pontos estratégicos da cidade para realizar intervenções.
Algumas áreas sofrem com problemas historicamente como a Avenida Feira de Santana, no Parque Amazonas. Quando chove forte, a parte baixa da rua alaga a ponto de impedir a passagem segura de veículos. A orientação é para que os motoristas que estejam transitando no local durante períodos de chuvas nunca se arrisquem.








