Sábado, 31/10/26

Mais de 45 mil jovens não completaram vacinação contra a dengue no Distrito Federal

Mais de 45 mil jovens não completaram vacinação contra a dengue no Distrito Federal
Mais de 45 mil crianças e adolescentes, na faixa etária de 10 a 14 anos, ainda não retornaram às unidades de saúde para completar o esquema vacinal contra a dengue no Distrito… — Imagem: Divulgação/ Butantan

Cidades

O balanço da pasta aponta que foram aplicadas 123,9 mil primeiras doses e 78,9 mil segundas doses.

Mais de 45 mil crianças e adolescentes, na faixa etária de 10 a 14 anos, ainda não retornaram às unidades de saúde para completar o esquema vacinal contra a dengue no Distrito Federal. O número representa mais de um terço do público que recebeu a primeira dose do imunizante, conforme dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) atualizados até outubro.

A necessidade de concluir o ciclo vacinal é reforçada pelas autoridades de saúde, especialmente com a proximidade do período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Atualmente, a rede pública do DF disponibiliza o imunizante em mais de 130 salas de vacinação, com doses válidas até setembro de 2027. A vacina protege contra os quatro sorotipos do vírus. A diretoria de Vigilância Epidemiológica alerta que a infecção prévia por um sorotipo não garante imunidade contra as demais variantes, tornando a vacinação essencial para prevenir formas graves da doença.

Embora os casos prováveis de dengue tenham apresentado redução em 2026 — com 3.696 registros até 17 de outubro, frente aos 10.303 no mesmo período de 2025 —, a circulação do sorotipo 3 permanece como ponto de atenção. Análises laboratoriais deste ano identificaram esse sorotipo em 72 das 113 amostras coletadas.

A Secretaria de Saúde orienta que, em caso de sintomas como febre, dores musculares, dor de cabeça, cansaço ou desconforto atrás dos olhos, a população procure atendimento médico e evite a automedicação. Além da vacinação, o combate ao mosquito segue como medida indispensável, incluindo a eliminação de focos de água parada e o uso de tecnologias como a bactéria Wolbachia.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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